Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Must hear

Airline Announcements por George Carlin, n'A Fonte.

Época de testes

You Are 60% Weird
You're so weird, you think you're *totally* normal. Right? But you wig out even the biggest of circus freaks!

Puh-lease!

À Sandera e à Karma, que estão ansiosas por conhecer as suas crias: aposto que, tendo oportunidade, diriam lá de dentro "e vice-versa".

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Para a minha irmã que está num veleiro com 14 metros e tal em pleno Adriático ao largo da Croácia:

Não fazes ideia da musiquinha que tenho aqui a tocar.

O túnel é rodoviário

Não passam combóios.

terça-feira, 26 de julho de 2005

Retro-spectiva

[perspectiva–de-retrovisor]

O caso do chá vermelho (pu-erh)

Pu-erh teas are low in tannins and have a rich, unique earthy flavor and handles multiple steepings without losing flavor. According to scientific studies Pu-erh teas have many health benefits. Pu-erh Tea is the perfect tea after a heavy meal, it helps relieve any indigestion and aids in the digestion of fatty foods. Pu-erh Tea cleanses the blood, lowers cholesterol and triglycerides, help with weight control and is also known to help a hangover or two. [daqui]

Isto é tudo muito bonito mas, quanto a este, que não restem dúvidas: insónia garantida!

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Os três gatinhos (fim)

Na sexta-feira não os vi em lado nenhum. No sábado continuavam sem aparecer. Saí de casa e reparei num aviso colado na porta do prédio: Informa-se que a Câmara Municipal de Lisboa recolheu 18 gatos de rua. Acabou-se a brincadeira.

Que tentasse

It ain’t no use in turnin’ on your light, babe
That light I never knowed
An’ it ain’t no use in turnin’ on your light, babe
I’m on the dark side of the road
But I wish there was somethin’ you would do or say
To try and make me change my mind and stay
We never did too much talkin’ anyway
So don’t think twice, it’s all right
[de «Don’t Think Twice, it’s All Right», Bob Dylan]

domingo, 24 de julho de 2005

Proibido

Boa onda

Dois acenos efusivos dirigidos a João Pedro da Costa que - só descobri ontem por causa deste comentário - é um entusiasmado admirador da série Mutts. Me too, also.

sábado, 23 de julho de 2005

Fake nipples

ou Porque é que adoro© Sex and the City

Charlotte – What are those?
Samantha – Fake nipples!
Miranda – And why are we carrying them around?
Samantha – They were sent to me as some kind of promotional thing.
Carrie – Really? Is there a nipple council? Are nipples getting a bad rep?
Samantha – Nipples are huge right now. Open any magazine. It’s not that cold! Those girls are either tweaking or they’re wearing these.
[4ª série, episódio 6]

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Puritanos desesperados

[continuando no tema]

Há cerca de duas semanas assisti à entrevista a Teri Hatcher no programa do Jay Leno. Quando comecei a ver o programa a actriz falava dos diferentes tipos de soutien: uns com forro, espuma, armação, enfim, todos artilhados, e outros, os que ela preferia e usava, com uma simples camada de tecido, more natural. E prosseguiu dizendo que, usando-se roupa leve e fina, e preferindo-se os tais soutiens de natural look, não se consegue evitar que uma aragem mais fresca faça os mamilos saltarem à vista. [De resto, tive recentemente de apresentar explicações sobre este assunto. É uma pena, mas é mesmo só do frio]. Quando Teri concluiu é que consegui perceber a razão para abordar este assunto. Contou ela que a produção do «Desperate Housewives» gasta rios de dinheiro todas as semanas a apagar mamilos digitalmente!

A problemática do iogurte

A propósito disto [Outro dizia que a melhoria nas maminhas se deve ao iogurte Adágio] e pedindo a palavra para defesa da honra, tenho a dizer o seguinte:

A culpa é da minha mãe que, tinha eu uns nove ou dez anos, comprou uma iogurteira. Fui alimentada, pela adolescência fora, a iogurtes feitos em casa que, por sinal, sempre detestei. De qualquer forma, desconfio que a ingestão frequente de iogurte «cheesecake de limão» apenas teria contribuído para uma acentuada “melhoria” da tenebrosa secção ancas-rabo.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Aniversário – Epílogo

À Gold, ao Filipe, ao Pedro, à Charlotte (excelente foto), ao maradona, ao dan, à Ana Vicente, à Sandera, à R, ao Mário, à Carla, à Inês, ao Frederico, ao Yardbird, à Marina:

muito obrigada pelos parabéns.

YOU’VE ALL BEEN A GREAT AUDIENCE

Entranhou-se-me

"Ao príncipio estranha-se, depois entranha-se."

Foi isto que me aconteceu aqui durante o último ano. Tendo sido a velha do restelo nesta matéria, confesso que algum tempo depois lamentava a impossibilidade de fazer downloads cerebrais dos posts que me ocorriam em momentos de inoportunidade de escrita.

Duas palavras mais:

1. Pena - de não escrever mais e de não escrever tudo o que gostaria;

2. Agradecimento - a vocês, claro, e aos demais: aos simpáticos que comentam, aos simpáticos que não comentam e aos antipáticos que não comentam (a verdade é que até aos outros já agradeci...).

Aniversário - O jantar

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O ritmo semanal dos nossos jantares não necessita de pretextos mas ontem até houve uma razão muito especial para nos reunirmos: o festejo do primeiro aniversário do nosso blogue.

Jantámos um delicioso folhado de carne cozinhado pela Sam, comemos o inevitável bolo e falámos. Claro que o tema do blogue foi debatido mas acabou por ser ultrapassado pela discussão de outros assuntos, como por exemplo, as inúmeras falhas do nosso sistema educativo ou os resultados dos lançamentos de cartas da Huma.

Depois fomos dar uma espreitadela ao site da Trinny e da Susannah. Eu cheguei a passar pelas brasas e, pelo meio do caminho, estivemos a ouvir um programa de rádio americano sobre anjos. Quando nos despedimos, já passava das duas da manhã.

Para mim, o serendipity é um acessório. Um acessório divertido, criativo e estimulante. É mais uma demonstração da fabulosa amizade que nos une.

É a ponta do icebergue.

[Obrigada Sam, Huma e Karma por terem estado sempre presentes durante este ano atribulado que passou.]

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Aniversário – O blog intimista colectivo

Noutro dia ouvi, muito atenta, dois experientes bloguistas concordarem numa coisa: não existem blogs colectivos. Parece que manter um blog é um exercício intrinsecamente individualista ou lá o que é; não resulta enquanto actividade de grupo.

Esta página da internet pode até não ser um blog ou não “resultar” enquanto tal, mas é intrinsecamente colectiva.

Aniversário - O melhor nome

Serendipity é o nome de uma confeitaria em Nova Iorque onde Catherine Deneuve e Prince têm a mesma mesa favorita.

Serendipity é também, imaginem, o nome de uma linguagem de programação para blogs. A escolha da palavra para este efeito deveu-se em parte ao texto de um bloguista, escrito em Março de 2002, sobre o fenómeno da blogosfera. O texto levou o título de «Manufactured Serendipity» e conclui:

So why do I blog? Because it works. It finds worthwhile things for me to read. It helps me refine and focus my thoughts and be more productive too. And most of all, creates the opportunity to interact with more interesting people. That's what's in it for me.

Serendipity é ainda o nome de um filme. E, claro, é um conceito mágico que nos faz sonhar.

Mas, de há um ano para cá, serendipity é sobretudo o blog com o melhor nome.

O velho Rod

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A única coisa que correu mal, para variar, foi a história dos lugares sentados da plateia do Pavilhão Atlântico. É que não foi preciso mais que o primeiro acorde para muitas das pessoas se levantarem imediatamente das cadeiras.

E é chato porque a pessoa fica sem saber o que há-de fazer: ser educada e não tapar a visão a quem não está de pé ou juntar-se aos fãs mais entusiastas e esperar que os outros façam o mesmo.

O som não estava dramaticamente mau.

Deficiências do recinto à parte, o concerto foi um verdadeiro espectáculo. É verdade que o artista nos submeteu a um intervalo de 15 minutos (!) , nos impigiu os fracos dotes vocais da sua filha Ruby e nos obrigou a ouvir os eternos "What a wonderful world", "Blue moon" e "As time goes by" porque agora tem a mania que organiza chás dançantes.

Mas estes pequenos pormenores em nada mancharam a sua fama de animal de palco. Ele cativou o público instantaneamente. A sala inteira gritava os refrões em uníssono, batia palmas freneticamente e suplicou um segundo "encore" que foi indecentemente negado.

Valeu.

[A foto foi gentilmente cedida pela Sam, a nossa repórter fotográfica oficial.]

Aniversário - Os factos

O serendipity foi criado no dia 20 de Julho de 2004. Nessa altura, a nossa correspondência a quatro, trocada com maior frequência a partir de Janeiro de 2002, traduzia-se em 957 emails. A Meg vinha insistindo há largos meses, desde Setembro de 2003, que tínhamos de criar um blog; dizia que ia aprender como é que isso se fazia. A Huma dizia que, a termos um blog, só nós deveríamos poder acedê-lo, a Karma respondia que para isso tínhamos os emails, eu alegava absoluta falta de tempo (há cada uma!).

Na véspera, dia 19 de Julho, enviei às três um email com o assunto “serendipity”. Este email lembrava o nosso jantar do dia 1 de Julho de 2003, um ano antes, no Novo Altair, falava do conceito de “serendipity”, do filme com esse nome e do livro «O Caminho Menos Percorrido» de Scott Peck. A Meg, que não perdia uma oportunidade para trazer o tema à baila, respondeu “Já temos nome para o blogue”. Ainda fiquei alguns minutos a tentar perceber que nome era esse. No dia seguinte meti mãos à obra e tratei da parte administrativa.

Um rapaz alegre

Lembram-se do velho projecto de integrar um homem no nosso círculo restrito? Encontrei aqui um candidato.

terça-feira, 19 de julho de 2005

Perspectivismo

1, 2, 3

Pub

Built around an autobiographical text written by McDonnell, the book admits readers into the cartoonist’s world, where imagination and inspiration coexist with deadlines and practical restraints. 330 ilustrações, 180 das quais a cores.

Está à venda na Fnac, no original, e custa caríssimo (€ 53,54) mas estou aqui eu que ainda não o li e garanto que vale cada cêntimo. Só isto me podia fazer recuperar do desgosto de não haver o «Self Help» da Lorrie Moore.

Tenho medo de ti

Pode ser um facto mas não deixa de ser um insulto.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

One man’s nightmare

Está visto que, felizmente, não gostamos todos das mesmas coisas. Há, por exemplo, quem ache que Lisboa em Agosto é deprimente e até fique muito enfadado com aquela inevitável conversa.

Calor pegajoso? Poucas são as cidades onde o calor de Agosto é mais agradável, temperado. Quanto a poeira das obras dá-me ideia que tem tendência a levantar-se sobretudo com Lisboa cheia de gente e de trânsito. Sobre velhos moribundos e loucos em pijama, confesso a minha ignorância, não sei de nada, costumam aparecer onde? À pergunta “para quê restaurantes vazios?”, e correndo sério risco de cair no lugar-comum, só me ocorre responder “para almoçar e para jantar e, em geral, tomar refeições”. Mas isto sou eu que sou um bocado maluca.

A eventual dificuldade de Lisboa em Agosto é irem mesmo todos todos para fora e não sobrar ninguém com quem partilhar as vantagens da cidade vazia.

Vida de mãe - episódio 19

No Domingo à tarde, resolvi fazer um bolo com o meu filho. Ele adorou a ideia e pediu que fosse de chocolate (ai, os malditos genes). A minha avó - companhia regular dos nossos programas de fim-de-semana - fez de segunda ajudante.

Depois de algumas inevitáveis peripécias, lá conseguimos lanchar o produto do nosso trabalho. O bolo soube lindamente e a companhia também. É engraçado como três pessoas de idades tão diferentes se conseguem divertir tanto juntas.

A Guerra dos Mundos

Fiquei muito desiludida com o final do filme. Não se faz. A pessoa está mais de uma hora a ver o Tom Cruise a sobreviver aos ataques de uns extra-terrestres aparentemente invencíveis e, de um momento para o outro, os aliens já não valem nada e o herói recupera a família toda num ápice.

Nem a qualidade da realização, nem alguns bons momentos de suspense, nem sequer o Tom Cruise conseguem atenuar aquela porcaria de fim.

A não ir ver ou a saír da sala antes dos últimos dez minutos.

domingo, 17 de julho de 2005

Cheira-me aqui a pele queimada

Les uns et les autres

Uns vão à missa, outros vão à praia. Haverá aqueles que vão à missa e à praia mas certamente (ou acertadamente) não frequentam os dois sítios com a mesma convicção.

sexta-feira, 15 de julho de 2005

O template menos arriscado*

Há um certo e determinado template que começa a ficar visto demais. Uma pessoa precisa de saber que mudou de blog. Não tenham medo de (arriscar) ser felizes, rapazes.

*por uma questão de princípio, este post não tem links.

Está tudo combinado

Hoje vou ganhar o Euromilhões. Por um lado, devido àquele elemento infalível da sorte de principiante. Por outro lado, porque mereço.

É um descanso

Começou a época baixa do estacionamento (e de quase tudo o resto) em Lisboa. Isto é que são férias.

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Valerá a pena fazer de conta?

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Será que se fizermos muito bem de conta e seguirmos à risca o guião do nosso papel, conseguimos ser verdadeiramente felizes? Ou será que para alcançar a felicidade, é necessário despirmos os adereços, limparmos a maquilhagem e sermos nós próprios?

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Liberdade

Eu fiz uma escolha. Só peço que a respeitem. Porque é que isso é tão difícil?

terça-feira, 12 de julho de 2005

Mutts: a comic strip realmente actual.

Uma possível explicação para a falta de produtividade do País

Tive a infelicidade de ser multada por conduzir a falar ao telemóvel. O polícia tinha toda a razão e lá se foram 120 euros da maneira mais estúpida que pode haver.

A brincadeira obrigou-me ainda a ir levantar os documentos do carro à DGV. Ficaram apreendidos porque eu não tinha aquele dinheiro na carteira para efectuar um pronto pagamento à autoridade.

Lá fui, no último dia do prazo (claro), levantar a papelada.

Cheguei por volta das 14h00. Tirei a senha e fiquei a olhar demoradamente para o painel electrónico que indicava o número que estava a ser atendido na secção das contra-ordenações. Não sei quantas vezes olhei para a minha senha e depois para o painel até desistir de fazer contas. Acabei por me sentar resignada: eram só 40, as pessoas que estavam à minha frente.

De repente, na sala de espera, gerou-se um pequeno sururu. Várias pessoas começaram a falar sobre a demora dos serviços públicos, até que ouço uma senhora dizer:"Eu estou cá desde as 11h00 da manhã!". E um senhor replica:"E eu desde as 9h30".

Fui atendida uma hora e pouco depois, consegui reaver os meus documentos e só quis sair o mais rapidamente possível daquele sítio onde as pessoas chegam a esperar cinco horas para resolver assuntos triviais relacionados com automóveis.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

A arte de mal conversar

Os Dragões tornam tudo muito difícil.

As pessoas tentam falar contigo acerca deles, mesmo quando tu não queres falar.

Então como está o dragão hoje? BEM?

E quando tu QUERES falar, ou estão muito ocupadas, ou não querem ouvir, ou não compreendem. Ou querem ser só ELAS a falar.

Deixa-me contar-te acerca do MEU dragão...

[de «Vamos Falar de Dragões...», Kathryn Cave e Nick Maland]

A arte de bem conversar

Continuo a preferir o candomblé à terapia de grupo, pela cor e pelo ritmo, mas já não tenho tantas dúvidas no que diz respeito à capacidade terapêutica de uma conversa profunda e bem orientada. (...) Chorar as mágoas num ombro amigo é, afinal, quase tão eficaz, ou até talvez mais eficaz, do que exorcizar fantasmas no gabinete de um psicanalista. E fica, certamente, muito mais em conta.

[Título e citação do texto de José Eduardo Agualusa, na «Pública» de ontem.]

A minha avó Milú

Hoje, lembrei-me da minha avó paterna. Nem sei bem porquê. Tínhamos poucas afinidades. Ela tinha um conceito de neta ideal que eu nunca preenchi (esse trabalho coube à minha irmã).

A minha avó Milú queria que andasse de vestido, decorasse o cabelo com ganchos, me sentasse quietinha no sofá e desse conversa às amigas dela. Eu queria era vestir calças, ir brincar para o pátio e fugir dos beijos pegajosos daquelas senhoras que cheiravam demasiado a perfume.

Por isso, nunca tivemos uma relação muito chegada. Nada que se compare ao amor que eu nutria pelo meu avó paterno ou à intimidade que ainda hoje partilho com a minha avó materna.

Mas alguma coisa ela me deixou porque apesar de ter morrido há muitos anos, eu recordo de vez em quando com ternura aquela senhora. Sempre muito bem arranjada, com um ar ligeiramente contrafeito e triste, até.

Se calhar, gostava que ela pudesse ter estado presente na festa ontem.

sábado, 9 de julho de 2005

Huma-angel

Part human, part angel.
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O contacto que nos salva reduz um aparentemente intransponível sinal de perigo - um obstáculo gigantesco e aterrador - às suas devidas proporções. Porque não estou sozinha e já devia saber isso. Obrigada.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

A23 - Trabalhos na via: indicação da existência de obras e/ou obstáculos na via (Cfr. Decreto-Regulamentar nº 22-A/98 de 1 de Outubro).

quarta-feira, 6 de julho de 2005

O príncipe

...and she bowed and curtsied to the man who reached and offered her his hand and he led her down to the long white car that waited past the crowd. At the age of thirty-seven she knew she'd found forever as she rode along through Paris with the warm wind in her hair...

[«The Ballad Of Lucy Jordan», Marianne Faithfull. Acho inadmissível Paris perder para Londres.]

E a estrutura metálica que arranjaram para afixar o logotipo da candidatura até tem a sua graça, embora esta não seja uma opinião consensual.

Querer saber

"Não me interessa qual é o teu modo de vida.

Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração.

Não me interessa que idade tens.

Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.

Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.

Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto às traições da vida ou se te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor. Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua; se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até às pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.

Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.

Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma.

Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança. Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé à beira de um lago e gritar à Lua prateada, “Sim!”

Não me interessa onde vives ou quanto dinheiro tens.

Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças.

Não me interessa quem és, como chegaste aqui.

Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora.

Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste.

Quero saber o que te sustem interiormente quando tudo o mais cai à tua volta.

Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios".

[O Convite de Oriah Mountain Dreamer, escritora norte-americana, Maio de 1994]

terça-feira, 5 de julho de 2005

Visto en televisión

Na altura acho que preferia andar de bicicleta do que ver miúdos a andar de bicicleta na televisão. Só isso pode explicar que me lembre apenas de um episódio, o do alomejor, e sem o mínimo de nostalgia. Mas, concedo, pondo a música a tocar a história é outra.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Agapanthus

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[Aceitámos a sugestão de ilustrar este post da Karma].

Dia 1 de Julho

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Correu tudo bem. Foi um stress desgraçado mas lá conseguimos cumprir a nossa missão.

Dou os meus parabéns invejosos à malta sportinguista. Não posso deixar de reconhecer que é um clube com raça.

Os três gatinhos

E a mãe, apareceram Sábado à noite no meu terraço. Valeu-me um telefonema para a Meg a saber o que é que os gatos podem comer. No Domingo de manhã estavam lá para o pequeno-almoço mas à noite julguei que se tinham ido embora de vez. Só que, vim a descobrir hoje de manhã, os gatos dormem dentro dos vasos (!), o que não me agradou particularmente. Outra coisa que também não me agradou muito foi perceber que a mãe gata não estava lá hoje.

domingo, 3 de julho de 2005

You gotta sleep in the middle of the bed.

It's absolutely not healthy to have a side when no one has the other side.

Na foto, Jack Nicholson e Faye Dunaway no filme «Chinatown» (1974). O título e o sub-título são afirmações de Erica, personagem interpretada por Diane Keaton no filme «Something's Gotta Give» (2003) também com Jack Nicholson, quase 30 anos depois. Duas escolhas deste fim-de-semana.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Levar e não gostar

É incrível a facilidade com que se dá pancada nos outros, olhando única e exclusivamente para o próprio umbigo, ignorando o directamente atingido e todos os demais.

E depois do adeus?

O Barnabé anunciou que vai fechar depois de amanhã. As cerimónias de encerramento estão a ser muito bem conduzidas. Dão-nos a oportunidade de nos despedirmos, mesmo que seja por pouco tempo, de cada um dos redactores. E é sempre nestas alturas que aparecem melhor do que nunca.

O Barnabé é sem dúvida o melhor blog político que acompanhei, embora de há alguns meses para cá só o lesse esporadicamente. Desde que foi criado, em Setembro de 2003, e durante o ano de 2004, toda a actualidade política esteve no Barnabé em primeira mão, não só do ponto de vista informativo mas, em especial, da análise dos acontecimentos. Também gostava muito dos posts sobre temas culturais ou outros mais pessoais, e dos ocasionais devaneios literários (guardei toda a saga do nick má-fé). Escrevi-lhes por duas vezes agradecendo o empenho e a disponibilidade necessários para manterem o blog sempre tão actualizado e interessante. É só para isso que este post serve.

Obrigada.

[Faltou dizer que sempre tive tendência para ficar fascinada por personagens antipáticas, como a Yoko Ono]

No próximo episódio

[wishful thinking]

Susan Mayer (the divorcee and single mom who will go to extraordinary lengths for love) prepara-se para o grande evento social. Quer causar impacto e impressionar pela positiva mas sente-se insegura, habituada que está a ser a sua pior inimiga. Mal ela sabe o estrondoso sucesso que se avizinha.

Enquanto isso, Lynette Scavo (the ex-career woman mother of four unmanageable kids who slogs on with very little sleep and very little thanks) é forçada a desmarcar as merecidas férias na praia por ter as crianças doentes. Depois de uma noite mal dormida é ainda acordada com os desaforos da baby-sitter que abandona inesperadamente as funções. No entanto, os contratempos revelam-se passageiros e abrem caminho para melhores oportunidades.

Que coincidência!

Quando eu estava grávida da minha filha só via grávidas em todo o lado. Quando eu comprei um saco de lona às riscas só via sacos de lona às riscas em todo o lado. Agora tenho agapantos e só vejo agapantos em todo o lado. Será um sinal?

"Conversa de gajas"

Com os olhos meio cerrados e com um ar grave a Paulinha dizia para a Susana “Não estejas assim, ele não te merece”. A Susana desconsolada continuava a chorar baba e ranho. A Paulinha prosseguia “Ele é um cabrão. Tu mereces uma pessoa muito melhor”. A outra desgraçada continuava a chorar e a amiga porreira dizia “Tenho a certeza que vais encontrar um homem que te dê valor”.

Alteração das circunstâncias?

Há muito tempo que a Maria não pensava nisso. Hoje lembrou-se quando o Eduardo lhe disse, por duas ou três vezes, “se alguma coisa correr mal eu vou estar sempre à tua espera”. Até reforçava, com um início ou final, de “não te esqueças”. A Maria lembrou-se hoje disto, não sabe porquê. Não sabe se aquilo que ele dizia supunha qualquer tipo de cenário futuro. Não sabe se o Eduardo ao dizer isto imaginava que também iria casar e ter a sua família. O desafio é mesmo esse e, no fundo, é uma questão de posse.

Pub

«Brasilia» da Swiss Delice. Biscoitos de merengue forrados a chocolate e recheados com creme de avelãs (tipo nutella).