Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

sexta-feira, 29 de abril de 2005

Não farás coisíssima nenhuma

Jay Leno partiu do pressuposto que a Bíblia, por ser o livro mais vendido nos Estados Unidos, seria do perfeito conhecimento dos americanos. Assim, decidiu organizar umas entrevistas de rua para fazer diversas perguntas relacionadas com a Bíblia e temas conexos. O resultado foi um dos melhores momentos de televisão a que já assisti.

Recordo-me apenas de algumas das respostas, todas hilariantes até para quem saiba pouco destas matérias. Questionados sobre os nomes dos três reis magos, houve quem nomeasse dois dos estarolas (Moe, Larry and that other...) e até Paul, John and Ringo. Perante a solicitação para que elencassem os dez mandamentos, a maioria dos entrevistados embatucava e não dizia nada. A pergunta passou a ser formulada de modo a que fosse indicado pelo menos um dos dez mandamentos, ao que uma rapariga tentou a sua sorte dizendo “Freedom of Speech?”.

Mas houve um entrevistado que deu a melhor resposta a esta pergunta dos dez mandamentos. Sintética e, ao mesmo tempo, o mais abrangente possível. “Thou shall not... (pausa para meditação), thou shall not… (fixa pensativamente o horizonte), thou shall not do anything!”

Vocabulário

Everybody’s talking about Bagism, Shagism, Dragism, Madism, Ragism, Tagism, [anti-nobreguedism,] this-ism, that-ism, is-m, is-m, is-m…
[de «Give Peace a Chance», John Lennon]

Somos todos, ou anti-comunistas ou anti-fascistas, estas coisas até já nem querem dizer nada, [anti-nobreguedismo,] ismos para aqui, ismos para acolá, as palavras é só bolinhas de sabão, parole parole parole...

[de «FMI», José Mário Branco]

Contentamento

Não obstante me encontrar no período de licença de maternidade, ainda que virtual, não trocava a minha ocupação actual por nada deste mundo.

Isn’t it ironic?

Quando se chega ao divórcio, faz-se a partilha.

quinta-feira, 28 de abril de 2005

O dia das mães é só no domingo

Este próximo dia da mãe vai ser muito especial, porque tenho o recém chegado astronauta, porque tenho sido brindada frequentemente com a frase mais ternurenta do Lula: "Mãe és tão querida" e porque - grande excitação - vou receber o meu primeiro presente feito na escola pelo Piricus. Ele trouxe-o hoje para casa, num embrulho lindo. Não se descaíu em nada, nem sequer quando comentei que trazia um embrulho muito bonito. Só se limitou a perguntar à saída do carro quando chegámos a casa, se o dia das mães era amanhã. Que crescido, já sabe guardar um segredo...

Lula em contemplação

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Ontem fomos passar a manhã ao Parque dos índios em Monsanto. É um prazer entrar num sítio público tão bem arranjado e agradável, ainda mais num dia maravilhoso como esteve o de ontem. Respira-se o ar mais puro da cidade, goza-se uma vista linda sobre a mesma, a ponte e o rio e há imensa diversão para os pequeninos. Há também um bom motivo para convencê-los a largarem o escorrega, baloiço, farol, etc., e dirigirem-se para a saída: o repuxo.

Dia e noite de aderente - 29 de Abril

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É já amanhã o próximo dia e noite de aderente da Fnac. Uma sempre excelente oportunidade para comprar aqueles items da nossa lista de desejos com um desconto de 10%.

Ou, simplesmente um pretexto para adquirir mais plástico e papel.

Bubblegum alley

. .

Estas fotografias são da bubblegum alley em San Luis Obispo, California. Sim, são pastilhas elásticas usadas coladas em dois muros de um beco. Sim, fazem desenhos, escrevem nomes, reproduzem símbolos, etc. Sim, é considerado uma das "city attractions". Que dizer? A cultura americana no seu pior.

Cute

Mas não abuses; nada de reivindicações. [Darn]

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quarta-feira, 27 de abril de 2005

No crying it out, please.

"To ignore a child's cry teaches him a lesson, of course. It teaches a child that even when he is so small and miserable that he can figure out nothing to do about the way he feels besides cry, still no one will help him. And as ugly as this lesson is during the day, it is much worse at night, the very time crying it out is most often recommended. For the night's fears can combine themselves with the loss of his mother's comfort to turn into the kind of nightmare we see in horror films.

Crying it out is just too painful for both parents and for the child and too likely to leave a scar of mistrust on their relationship. There is much to be lost in flatly denying a child's expression of need for a conscientious parent to do so (...)." (op.cit.)

Mamma mia !

Este espectáculo valeu mesmo a pena. O repertório mais conhecido dos ABBA encontra-se bem encaixado numa história divertida e ternurenta.

O cenário era muito simples mas não foi preciso mais sofisticação já que o ritmo das coreografias e a boa disposição de todos os artistas preencheu sempre eficazmente o palco.

Gostei especialmente da voz das duas actrizes principais e da interpretação do famoso "The winner takes it all". E por mais incrível que possa parecer, ontem à noite o som do Pavilhão Atlântico conseguiu surpreender pela positiva.

O fim foi espectacular, o público aplaudiu de pé e até deu para dançar um bocadinho.

Saímos do recinto muito bem dispostas, a cantarolar e com pena de não ter o CD para continuar a ouvir aquelas músicas no carro. Chegámos facilmente à conclusão que pagaríamos o dobro para ver este musical.

terça-feira, 26 de abril de 2005

Já perdeste amigos por causa do blog?*

Não. Mas - #%@&!!£#, raios - já perdi a hora de almoço.
[*a case of PM]

Para eles é ABANDONO

«We adults may refer to the time we are intentionally away from a child as "separation", but to the young child it is desertion. There is nothing which can explain a mother's absence to a child under three or so (give or take a year depending on the child). Each child can comprehend mother's absence for a certain amount of time - maybe five minutes for some, maybe all day for others, and for some older ones maybe even a weekend.

Once you are gone past your child's limit, she may begin to mourn for you as if you were dead. She will be frightened for herself, wondering how she can survive without you. She may be furious with you for leaving her unprotected. She will begin to reorder her world so that she can get along without you, and her new arrangement may be a bit bizarre since she is not really mature enough nor in a good mental state, considering her fear and anger, to undertake such a project. She may settle on unfortunate and inappropriate behaviors to compensate for her loss of you.» (op.cit.)

Olhando à minha volta constato que poucos têm esta noção, ou então escolhem ignorá-la...

Jamie Cullum em concerto

[Faz lembrar o início da semana passada com José Alberto Carvalho encarregue da locução de todos os telejornais. Seja. Faço eu a reportagem do concerto de Sábado.]

Ele já tem 25 anos mas a sua idade continua a ser assunto. Porquê? Diria que se deve a uma aparência e atitude de 16 anos, mas também à voz e entoações a condizer. Não sou entusiasta deste género musical próximo da Diana Krall e, por isso, não ia com grandes expectativas. Fosse como fosse, os bilhetes tinham sido ganhos.

O recinto do Freeport é ridiculamente pequeno e, no entanto, custou a encher. Havia cartazes informando que o espectáculo estava esgotado o que me levou a pensar que, provavelmente, a maioria dos bilhetes foi distribuída no sorteio e os vencedores também não eram grandes entusiastas. Mas o espaço lá acabou por ficar bastante composto.

O que é certo é que o rapaz sabe, e bem, dar espectáculo. A sua interacção com o público fazia-nos acreditar que estávamos numa festa privada na, apesar de tudo, avantajada sala de estar de um amigo. Depois de ouvirmos a introdução feita a «All at Sea» passámos a ter uma explicação para esta evidente proximidade com o público: deduzimos que Cullum teria sido entertainer em cruzeiros turísticos e acertámos [Cfr.Jamie studied music and began to build a musical career by juggling gigs at weddings and on cruise ships while refining his skills and discovering his voice as a singer.”].

Outra característica de Jamie Cullum é dedicar-se a fazer covers e, sobretudo, de crooners. Cantou e tocou: «I get a Kick Out Of You», «Old Devil Moon», «Everlasting Love», «I Could Have Danced All Night» (yes!), «Rocket Man», entre outras. Para mim, o momento alto foi a interpretação, em conjunto com o baterista, de «Light My Fire». O resultado final foi muito positivo. Valeu bem a pena.

PS - Também cantou «Frontin'» que é a minha preferida e está agora a passar no canal Sam.

Um erro perfeito

A minha empregada inclui(-se) o definido na definição ao dizer: "(...) e o meu marido começou a dizer-me: és uma alfabética (...)".

Nota: maridos finos ...

Lógica Infantil - Quem é Esse?

Saída do filho mais novo de uns amigos, com 2 anos, em resposta a um comentário de um familiar que lhe dizia que a portar-se mal como estava, Jesus não lhe traria presentes no Natal:

"Eu nem o conheço..."

segunda-feira, 25 de abril de 2005

Liberdade (avenida)

domingo, 24 de abril de 2005

(clock chiming)

Mother,
you had me
but I never had you,
I wanted you
but you didn't want me,
So I got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Father,
you left me
but I never left you,
I needed you
but you didn't need me,
So I got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Children,
don't do what I have done,
I couldn't walk and I tried to run,
So I got to tell you,
Goodbye, goodbye.
Mama don't go,
Daddy come home.
Mama don't go,
Daddy come home.
Mama don't go,
Daddy come home.
Mama don't go,
Daddy come home.
[«Mother», John Lennon]

Lá em casa

Na quinta-feira desfrutámos do mais opíparo jantar dos últimos tempos. Lasanha de tofu com espinafres [deliciosa, feita pela Huma, não sobrou], tarte de maçã [da meg, e eu que não gosto – não gostava – de tarte de maçã. Também não sobrou e era tamanho familiar.] e mousse de limão [da dupla imbatível Huma-Bimby, a fazer lembrar aquela música dos Crash Test Dummies: Mmm Mmm Mmm Mmm, Mmm Mmm Mmm Mmm. Como devem imaginar, não sobrou, e nem me atrevo a abordar aquela questão da taça limpa a dedo.].

Aparentemente serviram-se duas sobremesas, mas às vezes é preciso ver para lá das aparências. Nada justifica que as sobremesas não tenham acompanhamentos, como o bife tem a batata frita. Já é uma coisa que se começa a ver hoje em dia, embora caindo muito naquela banalidade de o acompanhamento ser uma bola de gelado. Fixem esta combinação: tarte de maçã contornada por mousse de limão. Piramidal.

O estabelecimento é bastante simpático, embora de momento não disponha de confecção própria, e tem a enorme vantagem de permitir que as conversas se arrastem madruga adentro. Ademais, é bastante económico.

sexta-feira, 22 de abril de 2005

O mais importante

O mais importante na vida é saber aquilo que realmente se quer. Depois é só pedir, procurar, encontrar e aproveitar. Enfim, viver.

Hoje fazemos o quê?

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quinta-feira, 21 de abril de 2005

Internal affairs (2)

A verdadeira história do post com letras enormes e às cores. Tudo começou quando publiquei um textozito com um tamanho de letra pouco superior ao normal - o chamado “large”. A inovação não foi bem aceite e o radicalizar de posições foi inevitável. Eis o teor integral dos emails trocados.
Karma - Que letra é aquela? está tudo desalinhado!
Eu - [ora esta, não querem lá ver a miúda?!] É mesmo assim!
Karma - nã, nã, a letra não pode ser aquela (o pior é que eu não sei alterar o teu texto).
Eu - A letra é a mesma só que foi aumentada um bocadinho, sua tirana.
Karma - nã, nã, não pode haver excepções, vais ter de alterar o teu texto.
Eu - Vê lá agora...MUITA LOUCO.
Karma - NÃO PODE SER. OS ESTATUTOS NÃO PERMITEM, VAIS TER DE ALTERAR O TEU POST.
Eu - NHA-NHA-NHA-NHA-NHA
Karma - Não fica assim. A última palavra é do conselho de estado. Amanhã vais ver.
Eu - Podes crer que não fica. Agora está ainda mais giro!
Karma - Já me está a sair fumo branco da cabeça!

"Most of us come into parenthood unprepared for the amount of parenting young children need and for how long." (op.cit.)

Corrente literária ou lá o que é

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser? Há um pequeno pormenor, insignificante mesmo, que é o facto de eu não se perceber a pergunta. Ser um livro é coisa que não me agradaria particularmente. Viver num livro já é outra história. Não me importava de ser um estrumpfe ou uma das personagens do Petzi.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um(a) personagem de ficção? Pode ser por esquecimento ou por presumirem que se entende, mas a verdade é que esta pergunta não faz qualquer referência a livros. Sendo assim, aproveito para dizer que sempre quis ser o Indiana Jones ou o Luke Skywalker.

Qual foi o último livro que compraste? «A Descoberta do Mundo» de Clarice Lispector e «Amar Não Acaba» de Frederico Lourenço. Foi por mero acaso, e a meg é testemunha disso, que comprei, ao mesmo tempo, um livro cujo título é inspirado no outro. Frederico Lourenço cita Clarice Lispector, especificamente o livro das suas crónicas «A Descoberta do Mundo», logo na primeira página do «Amar Não Acaba».

Qual o último livro que leste? Não foram os últimos mas estão entre os últimos de que mais gostei: Graham Greene, «The End of The Affair»; e Michal Snunit, «O Pássaro da Alma».

Que livros estás a ler? Paul Gilligan, «Os Cães Quando Nascem Já Sabem Nadar, Iô»; Frederico Lourenço, «Amar Não Acaba»; Jim Davis, «Garfield Classics», vol. 12.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta? Os dez volumes da colecção Mutts, da qual só tenho quatro livros, naquilo que é, de resto, o mais extraordinário exercício de disciplina do fanático: não comprar tudo de uma vez e ler várias vezes cada um antes de comprar o seguinte.

A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê? Não vou passar a ninguém porque isto é um bocado chato. Mas estás perdoada.

quarta-feira, 20 de abril de 2005

A mesma categoria

continuação:
You think misery will make you stand apart from the crowd
Well if you had walked past me today I wouldn't have picked you out
I wouldn't have picked you out
[de «See You When You're 40», Dido]

XANA, na Culturgest.

No verão passado, quando regressei das minhas férias em Lagos estive para escrever um post sobre os “caracóis” da avenida marginal e sobre os azulejos do mercado. Acabei por não o fazer, como acontece com tantas outras coisas que por vezes tenho em mente, não sei bem porquê. Agora, não posso deixar passar esta oportunidade para dizer que é urgente conhecerem a obra de XANA. A exposição é linda e encontra-se muito bem montada. Devem levar crianças, pois a exposição é extremamente lúdica (a minha filha, com um ano e meio, adorou a exposição, em especial os bidés e os alguidares com água).

Agora um aparte que não interessa nada, mas que me apetece dizer: o XANA do “grupo homeostético” é meu preferido. E, fora do grupo, é um dos meus preferidos.

Outra coisa desinteressante: acho que as obras do XANA são unicamente a materialização daquilo que o artista sente e pensa. A obra do XANA não é nada, mas mesmo nada mercenária. No meio disto tudo, a sorte é que há alguém que lá consegue convencê-lo a mostrar a sua arte. Os comissários da exposição e a “Culturgest” merecem, por isso, parabéns.

PS - Mais outra coisa que não interessa nada: a “Colgate Palmolive” é uma sortuda. O XANA utilizou o “Super Pop” num dos seus objectos.

Ontem tive um dia óptimo: Fui ao Porto.

Adoro o Porto e digo isto sem necessidade de recorrer a qualquer tipo de comparação (se a minha sobrinha me ouvisse, diria “Tia, só se adora o Sr. Geová”). Fui em trabalho, mas o meu “pingo” quis ir comigo. Disse-me que aproveitava para pôr a leitura em dia e que ia conhecer as praias de Matosinhos. Contrariamente ao previsto, no início da tarde eu já estava despachada. Telefonei-lhe e foi a correr buscar-me. Enquanto esperava, muito mais leve, tentava decidir o que iríamos fazer: “Serralves” ou simplesmente passear no centro da cidade. Optámos pela segunda hipótese e fomos de Matosinhos para a Foz e depois para a Ribeira sempre a par com o mar e o rio. Depois, já a pé percorremos a “baixa” toda. A ideia não era fazermos um passeio cultural, mas pura e simplesmente passear na zona comercial do Porto. Entrei numa casa de velharias para saber o preço de uma Nossa Senhora de Fátima muito velhinha que estava no meio de um monte de bugigangas. Acabei por comprar um penico em loiça com umas flores desenhadas a rosa. Comprei também um apóstolo (não sei qual) e uma argola em xarão ocre avermelhado com motivos de pesca. Recebi de oferta um S. José minúsculo, pelo facto da dita Nossa Senhora se ter partido, “por azar”, nas mãos da dona da loja. E tudo isto por um preço inferior a uma camisola da Zara. Depois, descobrimos uma série de casas de sementes e bolbos. Comprei bolbos de frésias brancas, rosas e lilases. Lanchámos no “Majestic” e, por graça, na mesa ao lado da nossa estava um homem a rezar as “Viagens na minha Terra”. Na volta, parámos na “Pérola do Bolhão” para comprar alheiras de Mirandela e rebuçados bola da “Heller” com sabor a laranja, tangerina e limão. Mais à frente, noutra mercearia, comprámos broa de centeio, requeijão de Seia e queijo serra curado (que saudades de Midões!). Por curiosidade passámos ainda no “Luís Ferreira” e no "Baptista", tendo ficado estupefacta com um serviço de chá “arte nova” que se encontava na montra. Tive pena de não precisar de nada da “casa das fitas”, da “casa das rolhas”, da “loja das balanças” ou da “loja do sisal”. O Porto, para além da “Lello” e de determinadas galerias de arte, tem imensas lojas únicas que têm obrigatoriamente de ser visitadas.

Internal affairs

Investigarmo-nos é uma actividade extenuante. O processo passa por uma desconstrução lenta, muitas vezes dolorosa e até perigosa do nosso eu.

Somos obrigados a pensar mas sobretudo a sentir.

Torna-se necessário ressuscitar o nosso arquivo morto e reviver episódios negros e confidenciais das nossas vidas.

Temos de bater no pai e na mãe (às vezes até na avó) e pôr em causa todos os nossos dogmas pessoais.

E depois ficamos perturbados com as contradições, desejamos regressar ao conforto das antigas certezas. Chegamos a um ponto em que nos cansamos de nós.

Mas só até ao momento em que pomos o eu investigado à prova e ele vence um desafio, ultrapassa uma dor ou ama com mais competência.

terça-feira, 19 de abril de 2005

Foi dada a benção URBI ET ORBI. Podem voltar às telenovelas.

É o Cardeal Joseph Ratzinger e vai-se chamar BENTO XVI.

HABEMUS PAPAM

Angola - Memórias Fotográficas 5

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Desmancha-prazeres

Tendo lido na «Pública» que, segundo um estudo publicado em Inglaterra, observar durante dez minutos todos os dias seios femininos equivale para os homens à frequência de meia hora de ginásio (também referido aqui sob o premonitório título de «Imposturas Intelectuais»), decidi ir à procura dessa investigação.

A intenção era a melhor. Tinha esperança que o estudo esclarecesse, pelo menos, que a observação só produziria os efeitos desejados se conduzida ao vivo. Idealmente com a colaboração não remunerada da observada, mas isso já seria pedir demais. Enfim, qualquer coisa que não reduzisse o tal estudo à promoção e incentivo do consumo de pornografia, permitindo o seu aproveitamento para outros fins.

Afinal, parece que tudo não passa de mais um mito urbano que circula por email desde Março de 2000. Agora gostava de saber o que é que os editores da «Pública» têm a dizer sobre isto. Estou sempre a cair no erro de acreditar no que leio nos jornais.

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Se Eu Quiser Falar Com Deus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós,
Tenho que apagar a luz,
Tenho que calar a voz,
Tenho que encontrar a paz,
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata,
Dos desejos, dos receios,
Tenho que esquecer a data,
Tenho que perder a conta,
Tenho que ter mãos vazias,
Ter a alma e o corpo nus.
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor,
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou.
Tenho que virar um cão,
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Sumptuosos do meu sonho,
Tenho que me ver tristonho,
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração.
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar,
Tenho que subir aos céus
Sem cordas para segurar,
Tenho que dizer adeus,
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada,
Nada, nada, nada, nada,
Nada, nada, nada, nada,
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar.
Gilberto Gil

segunda-feira, 18 de abril de 2005

Essa é que é essa

A verdade vem sempre ao de cima.
Por sugestão da Papoila.

domingo, 17 de abril de 2005

Rock the microphone

À experiência

Freestyler

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70% do meu corpo é música.

[salvo ligações à net fora de série, será necessário esperar para conseguir ouvi-los do princípio ao fim]

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Escolha múltipla

«se o consultasse um por cento que fosse das vezes que dele realmente necessito»
a) O dicionário;
b) O saldo bancário;
c) O Juliano;
d) O endocrinologista.

Saber ouvir

Quando alguém nos chama,
O pássaro da alma põe-se logo à escuta da voz,
A fim de reconhecer que tipo de apelo é.
[de «O Pássaro da Alma», Michal Snunit]

What can't kill you will only make you stronger.

Comida Japonesa (cont.)

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Bolas! Quando liguei a televisão no domingo só apanhei o finzinho da segunda parte do programa Sorri.Come. Resultado: já só as vi saborear a sopa de miso que eu queria mesmo aprender a fazer. Bem, só me restou ir afogar as mágoas na dita, ou melhor nas ditas. É que comecei por experimentar a receita, entretanto disponibilizada no site, que não amei e, acabei por experimentar uma de pacote (atenção não era uma qualquer sopa de miso de pacote porque era biológica - ok mas era de pacote...). Entretanto ...

Bolinhas! Há uns dias consegui ver a repetição do programa, quase desde o início. Tenho de fazer nova tentativa. Acho que o problema estava no tipo de miso. É que, para além, de existirem várias marcas, existem muitíssimas variedades.

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Porta-Chaves

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Eu e o meu porta-chaves vamos a todo o lado.

Colheradas

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Some of it has to do with comfort, since most of us sleep better when not face-to-face, breathing on each other. But this classic pose satisfies more than just a need for a good rest. With its hand-in-glove fit, spooning rates high on the intimacy scale. When you nestle in matching fetal positions, it shows you're being vulnerable with each other and in sync. [daqui]

Infidelidade - só eu não sei

Face a um crescente exponencial de situações de casados-casoados à minha volta já cheguei a afirmar: "Bem, eu tenho com certeza um caso só não sei é qual é"

Infidelidade - Escolha o seu timing

Hipótese A: Já está a trair quando pensa noutra pessoa que não naquela com quem vive.

Hipótese B: Pratica o crime quando transforma o pensamento numa palavra.

Hipótese C: Sente-se um pecador se der a mão ou abraçar.

Hipótese D: Só engana se trocar um beijo.

Hipótese E: O delito apenas acontece com a ida para a cama.

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Angola - Memórias Fotográficas 4

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Angola - Memórias Fotográficas 3

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É preciso carregar no play

Há quase mês e meio que venho pondo música no blog e nem uma vez me lembrei de fazer este aviso. Indesculpável. Absurdo. Como é que nunca me ocorreu dizê-lo? Uma avertência básica, uma instrução indispensável. É, de facto, preciso carregar no play.

Atenção: não pôr o dedo no ecrã; usar o cursor.

terça-feira, 12 de abril de 2005

Futebol e automóveis

Qualquer homem tem que ser grande grande entusiasta de um de dois assuntos: futebol ou automóveis, e preferencialmente dos dois. Faz parte do conceito. Gajas não chega; é básico, é essencial, mas não chega. Ténis, hóquei, rugby ou qualquer outro desporto é bom, mas não qualifica.

Os meus modelos para a formação deste arquétipo masculino foram - também o meu pai, sim - mas principalmente os meus três primos: João, Luís e Filipe, irmãos entre si. Os meus primos eram dos Diabos Vermelhos e ao fim-de-semana a minha tia costurava bandeiras de 50 metros de comprimento. Cada vez que nos ganhavam ao keips* (raro, muito raro) corriam à volta da mesa de jantar a gritar diabos vermelhos oh-oh oh-oh.

Por outro lado, as discussões mais fracturantes que alguma vez tiveram com os meus namorados e com os da minha irmã versaram sobre a dicotomia Europa-Japão no campo da construção automóvel. Ainda hoje estou convencida que aquele promissor estudante de medicina de olho azul, Escort descapotável e namorado da minha irmã, viu as suas chances de integrar a família muito diminuídas quando entendeu defender as marcas japonesas.

[*sempre lhe chamei keims - queime-se - mas segundo a pesquisa na net...]

Angola - Memórias Fotográficas 2

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Angola - Memórias Fotográficas 1

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Nhec

Que prazer acabar de ler levantar-me e não ouvir a cama a ranger.

segunda-feira, 11 de abril de 2005

Crónica de uma morte anunciada

Os estragos maiores são quase sempre feitos por aqueles que deixamos entrar em nossa casa e não por aqueles que arrombam a porta.

[Já guardei a página correspondente ao arquivo de Setembro, de onde consta a tradução do conto de Emmanuel Carrère, L´Usage du Monde, ao ritmo de um capítulo por post e sob o título de “Vamos jogar a uma coisa”. Depois não digam...]

Spanglish

É uma comédia nada light com uma série de momentos intensos e dramáticos.

Os diversos personagens têm conteúdo, os actores foram todos muito bem escolhidos e a história aborda vários temas interessantes e bem contados.

Ri muito e chorei bastante.

Obrigada pela sugestão e pela companhia Sam.

Vida de mãe - episódio 15

Este sábado levei o meu filho ao Monte Selvagem. Fica a cerca de uma hora de carro de Lisboa e situa-se entre Vendas Novas e Montemor.

O espaço é engraçado e as pessoas acolhedoras. Passámos umas três horas divertidas em contacto com a natureza alentejana e a bicharada do mundo inteiro.

[Outra opção do mesmo género é o Badoka Parque mas tem a desvantagem de ser um bocado mais longe.]

sábado, 9 de abril de 2005

Evento comemorativo (encerramento)

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Note-se a côr, o tamanho e a forma; aquele parece um maradona (com minúscula).

Evento comemorativo (3)

[postado no dia 06 de Novembro de 2004 no A Causa Foi Modificada]
Que fique claro o seguinte:
(...)

Ponto dois: não é que me irrite que as pessoas me ultrapassem enquanto correm. Quando andava na natação fiquei vacinado contra a vergonha de ser fisicamente esmigalhado: miúdas de sete anos passavam por mim e eu, espantado, tentava perceber onde é que elas tinham o motor. Mas hoje de manhã, foda-se, um pai e respectiva filha não só passavam por mim repetidas vezes ao longo do circuito, como o faziam a conversar sobre os problemas da vida... estavam felizes, e discutiam o assunto em voz alta, expondo a sua falta de gordura e forma física com um despudor que faria corar a snobeira do José Castelo branco.

A felicidade dos outros só me chateia quando se mantém durante o esforço físico. Talvez esteja é na altura de arrumar as botas.

maradona (com minúscula)

Evento comemorativo (2)

[postado a 02 de Junho de 2004 no A Causa Foi Modificada]

Relembro que este blogue não vai acabar.
(depois não digam que eu não avisei)

maradona (com minúscula)

Royal wedding

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Parabéns aos noivos. Não emito juízo de opinião sobre o casamento, só acho que é preciso ter muita vontade para ultrapassar tantos obstáculos (que culminaram com a brutal coincidência entre a data e hora originais do casamento e as do funeral do Papa).

Evento comemorativo (1)

[postado a 27 de Novembro de 2003 no A Causa Foi Modificada]

Fui, mais uma vez, ao É a Cultura Estupido!

Estava caseirinho, o lugar. O Nuno Miguel Guedes sentou-se ao meu lado e nem me reconheceu (falei com ele, uma vez, há dois meses ou três, durante 3 minutos, num sitio às escuras, e ele não me reconheceu... que escândalo!!), e não quis incomodá-lo com as minhas preocupações do momento: em 1811, um bando de ingleses, dinamarqueses e alemães avassalou-se ao Templo de Bassae, situado não longe de Atenas e, segundo Pausânias, erigido sob a batuta do mesmo arquitecto do Partenon. À chegada ao Pireu cruzaram-se com o último dos carregamentos do Lord Elgin (bem dito seja!) direito a uma ilha que agora não lembro o nome, em cujo cargueiro fazia a viagem de volta um tal de Byron, o gajo que falou mal dos portugueses, e de quem Sintra tem a mania de se orgulhar, vá lá saber-se por quê.

(...)

As comemorações prosseguiram com o embate decidido à partida entre o Daniel Oliveira e o Pedro Lomba: tudo aquilo em que o primeiro é bom o segundo é mau. E tudo em que o segundo é bom, não interessa para nada quando se fala de debates perante uma audiência. O primeiro sabe falar, argumenta e desargumenta numa velocidade alucinante, projecta maravilhosamente a voz, tem uma dicção maria-callense, posiciona-se perante a plateia de maneira absolutamente irrepreensível e está constantemente a cortar os argumentos que lhe podem ser prejudiciais com piadas dirigidas à plateia, plateia essa, já de si, previamente favorável a ele.

Tudo isto é muito bonito e está muito bem, mas não lhe dá razão, apesar de ter feito o Pedro Lomba em carne picada. O Daniel insistia num tipo de discurso que é lamentável e que ninguém se preocupou em tentar rebater: dizia ele, ao nomear uma série de escândalos evidentes nas relações entre o poder económico e o poder político, que "os portugueses" tinham que ser protegidos contra isto, que "os portugueses" assim perdiam confiança na classe política, etc, "os portugueses", etc, etc. Ora, será que os senhores que fazem estas falcatruas de que ele se queixa são marroquinos? Desconfio que não. O senhor que passou directamente da assinatura do contracto entre o Amadora-Sintra para a admnistração do Grupo Mello era lituano? Não creio.

(...)

No café do senhor João, onde bebo a bica todos os dias, a máquina registadora marca 45 cêntimos quer eu beba uma bica que custa os tais 45 cêntimos, quer eu compre dez quilos de broas de milho, que me custam 55 euros. Este problema, que só a miopia impedirá ver como absolutamente generalizado por Portugal inteiro, não é qualitativamente diferente dos problemas que tanto preocupam o Daniel Oliveira e os seus amigos.

Só que são mais desagradáveis de nomear, principalmente quando se tem uma plateia a conquistar!

maradona (com minúscula);13:57

Olhó passarinho

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Após extensas investigações, por aqui e por ali, conseguimos apurar que este rapaz faz hoje dois anos de blogosfera. Impõe-se comemorar.

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Impossibilidades

"Não existe uma segunda oportunidade de causar uma primeira impressão."

Dia 8 de Abril

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É hoje, dia de lua nova com eclipse total do sol. Sei, de fonte segura, que é muito importante. Já começei a tirar notas.

[Curiosamente (ou não) coincide com o funeral do Papa.]

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Eclipse híbrido do Sol

É amanhã.

An unusual hybrid eclipse of the Sun occurs on April 8, 2005. The central path of the eclipse runs across the South Pacific where it changes from an annular eclipse to a total eclipse and then back to an annular eclipse again before reaching Central America.

[ler aqui]

In Your Eyes

[Ou, mantendo a inspiração em Peter Gabriel, If looks could kill]

Detentora de uma personalidade vincada, quando contrariada, olha-nos com um olhar "fulminante" e por vezes responde mesmo não, mas acaba por acatar o que lhe é dito, não escondendo no entanto o seu desagrado. Com os colegas consegue brincar de forma cooperativa, mas quando quer algo ou quando as opiniões divergem facilmente recorre ao contacto físico.

[excerto do mais recente "Boletim relativo a atitudes e desenvolvimento do aluno" da minha irmã mais nova]

Sempre crianças

“Boys should never be put to bed, they only wake up a day older and before you know it they’re grown.” (in, Finding Neverland).

Bolinha preta com pintinhas brancas

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No início do verão passado a Meg relatou um episódio incrível que se passou com ela e cujo papel principal cabia a um um berloque com a forma de uma bolinha preta com pintinhas brancas. Após várias peripécias veio, a Meg, a descobrir que a dita bolinha preta com pintinhas brancas tinha um significado muito especial. Era um objecto de protecção do seu possuidor.

Ora, nesse verão o meu filho Lula, de 2 anos, encontrou, na praia, uma pedra cujo formato corresponde a uma bolinha preta com pintinhas brancas (a da fotografia supra). Esta pedra foi por mim religiosamente guardada, porque protecção nunca é algo a desprezar especialmente no caso dele que é um aventureiro por natureza.

"És feio"

Acabei de vir de um parque infantil de bairro onde estava uma avó com um neto. Durante os 20 minutos em que partilhámos o mesmo espaço ela conseguiu chamar à criança de 2/3 anos, e por mais de uma vez, "feio", "mau" e "invejoso". Sabendo que as crianças correspondem como ninguém às nossas expectativas relativamente a elas próprias percebe-se porque é que o mundo não melhora. Haverá quem ache que a culpa é delas(?).

Ler Chico

Adorei o seu último livro "Budapeste". A história é engraçada mas o que gostei mesmo foi ler aquela língua doida que é o brasileiro escrita com tanta mestria.

Segue aqui um pequeno excerto para aguçar o apetite.

"Depois de casado, eu chegava em casa alterado tarde da noite e a Vanda não se conformava, esquentava minha sopa amaldiçoando o Álvaro. Eu deixava por isso mesmo, não tinha como lhe explicar que, encerrado o expediente, me demorava sozinho na agência por conta própria, em leitura obsessiva. Naquelas horas, ver minhas obras assinadas por estranhos me dava um prazer nervoso, um tipo de ciúme ao contrário. Porque para mim, não era o sujeito quem se apossava da minha escrita, era como se eu escrevesse no caderno dele. Anoiteca, e eu tornava a ler os fraseados que sabia de cor, depois repetia em voz alta o nome do tal sujeito, e balançava as pernas e ria à beça no sofá, eu me sentia tendo um caso com mulher alheia."

quarta-feira, 6 de abril de 2005

As minhas ajudas de mãe - as fraldas descartáveis

Inicio hoje esta nova rubrica sobre coisas que me têm ajudado na minha tarefa de mãe. E, antes de passar às mais filosóficas ou polémicas, começo por uma bastante básica: as fraldas descartáveis (FD). É brutal pensar que as mães pré FD tinham de trocar, lavar, estender e passar fraldas de pano meses, anos, sobretudo naqueles primeiros tempos em que são trocadas pelo menos 8 por dia. Há ainda a acrescentar os incómodos das cuecas plásticas e os alfinetes de dama e, segundo creio, um maior número de escapadelas de xixi/cócó com consequentemente sujar de roupa de vestir, roupa de cama, ...

É claro que "não há bela sem senão" especialmente quando falamos de inovações tecnológicas. E, esta factura quem paga é o ambiente. Em certos países, como seja Inglaterra, há quem opte pelas fraldas de pano mas não se pense que é "à antiga". Há, efectivamente, uma opção visto que existe, desde já alguns anos, um serviço de lavandaria apropriado (que muitas vezes até é oferecido como prenda de nascimento).

Nós por cá ainda não ouvimos falar de tal coisa e mesmo que alguma mãe actual tenha a peregrina ideia de, ainda assim, recorrer às fraldas de pano, não se deverá esquecer que as mesmas também comportam um custo ambiental elevado resultante da água, detergente e electricidade que consomem.

As FD estão para ficar mas até que surja uma alternativa ecológica podemos minimizar os seus riscos usando FD fabricadas com substâncias biodegradáveis (à venda por exemplo na Biocoop) ou adoptando algumas medidas. São elas medidas de redução: quando possível, não trocar a fralda logo após o primeiro xixi; e, medidas de facilitação da biodegradação: ensopar a FD com água antes de colocar no lixo e despejar, quando a consistência o permita, o cócó na sanita. Não incluo aqui a opção de redução de FD resultante de um treino de bacio mais precoce propositadamente por concordar com o mesmo, mas isso fica para uma próxima oportunidade.

Ainda a propósito de fraldas não posso deixar de manifestar a minha indignação perante o facto de, após recente discussão sobre o assunto, não terem sido incluídas na lista dos artigos sujeitos à taxa de 5% de IVA "por não serem bens essenciais"!

Por fim, deixo um conselho, diz-me a experiência que não vale a pena tentar poupar nas FD. Porque das duas uma, ou as FD supostamente mais baratas, por exemplo dos supermercados de desconto, não o são efectivamente sendo necessário ver qual o preço por unidade, ou sendo mais baratas são compostas por materiais muito mais desconfortáveis e agressivos para a pele dos bebés e não resistem a tanta "matéria" tendo de ser trocadas mais frequentemente ou permitindo mais escapes indesejáveis.

Vale sim a pena, para quem possa financeira e "espacialmente", aproveitar as promoções fantásticas que esporadicamente certas marcas fazem para, então, comprar uma série de pacotes.

[e eu que achava que ia escrever duas linhas sobre o assunto...]

Stuck in the middle

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Por uma boa causa

Leiam este post e, se puderem, dêem qualquer coisinha. Trata-se dum antónio que anda às moedinhas de atenção e, para esse efeito, até já entrou em greve à medicação. Vale mesmo a pena.

terça-feira, 5 de abril de 2005

Metáfora

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A fatia do bolo.

Dar um tempo

Resulta sempre.
I need a little time
To think it over
I need a little space
Just on my own
I need a little time
To find my freedom
I need a little
Funny how quick the milk turns sour
Isn't it, isn't it
Your face has been looking like that for hours
Hasn't it, hasn't it
Promises, promises turn to dust
Wedding bells just turn to rust
Trust into mistrust
I need a little room
To find myself
I need a little space
To work it out
I need a little room
All alone
I need a little
You need a little room for your big head
Don't you, don't you
You need a little space for a thousand beds
Won't you, won't you
Lips that promise - fear the worst
Tongue so sharp - the bubble bursts
Just into unjust
I've had a little time
To find the truth
Now I've had a little room
To check what's wrong
I've had a little time
And I still love you
I've had a little
You had a little time
And you had a little fun
Didn't you, didn't you
While you had yours
Do you think I had none
Do you, do you
The freedom that you wanted bad
Is yours for good
I hope you're glad
Sad into unsad
I had a little time
To think it over
Had a little room
To work it out
I found a little courage
To call it off
I've had a little time
I've had a little time
I've had a little time
I've had a little time

[«A Little Time», Beautiful South. Dedicado à minha irmã, a única fã conhecida dos Beautiful South. Mas eu também gosto.]

Bambi

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Finalmente saíu o DVD do Bambi, esse clássico tão marcante para mim e muitos. Quis visioná-lo antes de o dar aos meus filhos porque tinha uma recordação terrível da cena em que morre a mãe do Bambi. Afinal, não é assim tão má como eu me lembrava, ou eu é que já estou bastante insensível (cheguei até a colocar a hipótese de a cena ter sido cortada ou alterada). Seja como for, tive uma prova pessoal do poder da imagem ou da sua sugestão na mente infantil e um motivo claro para me congratular pelo cuidado que tenho na televisão, e não só, consumida pelos meus piris. Gostava de esclarecer que cuidado significa. Significa que ainda não os deixo ver muita coisa que outras crianças da idade deles já vêem e que procuro falar com eles sobre o que vêem.

Este filme tem cenas lindíssimas mas o que me dá mais gozo é ouvir o Lula a repetir a frase do Tamber: "Olá Bambi, olha o que eu consigo fazer." Para quem quiser rever a cena dê uma expreitadela aqui e vá a trailer & clips e depois ice skating.

O piropo da depiladora

"Oxalá me engane mas você com esse feitio não me parece que vá conseguir arranjar alguém".

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Game Over (insert coin)

Sair ao Domingo à noite é como ganhar uma vida extra mesmo no fim do jogo. Depois morre-se sem sequer ter tempo para pensar nisso.

Outra diva

O blog-diva bomba inteligente fez dois anos no Sábado. À Charlotte, parabéns e obrigados por partilhar os seus caprichos.

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Diva

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1981, Jean-Jacques Beineix; mais aqui.

Vi este filme umas dez vezes, mais coisa menos coisa, mas a última vez que o vi já foi há mais de doze anos. Não me lembro da história e nunca lhe dei muita importância. A estética e a música é que ficam na memória. A banheira, o loft, os puzzles gigantescos (de variações em azul), o «Ebben? Ne Andrò Lontana».

Ebben? Ne andrò lontana,
Come va l'echo della pia campana,
là, fra la neve bianca, là, fra le nubi d'ôr,
laddóve la speranza,
la speranza
è rimpianto,
è rimpianto,
è dolor!
O della madre mia casa gioconda
la Wally ne andrà da te,
da te,
lontana assai,
e forse a te,
e forse a te,
non farà mai più ritorno, ne più la rivedrai.
Mai più,
mai più.
Ne andrò sola e lontana,
come l'eco è della pia campana...
là, fra la neve bianca.
Ne andrò,
ne andrò,
sola e lontana...
E fra le nubi d'ôr!

[«Ebben? Ne Andro Lontana», da ópera "La Wally" de Alfredo Catalani]

domingo, 3 de abril de 2005

Comida Japonesa

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Estou tentada. Tentada não a comer (já sou fã) mas, a fazer as especialidades japonesas que a jornalista Clara de Sousa ensinou hoje no programa Sorri.Come, com continuação na próxima semana.

Trata-se de uma grande ousadia, desde logo porque primeiro é preciso arranjar uma série de material de cozinha, para além dos especiais ingredientes mas, principalmente, porque o grau de maestria exigido é elevado.

Conclusão: as saudades dos nossos jantares no AIA são enormes.

sexta-feira, 1 de abril de 2005

O dia das mentiras

Este dia não rende nada.

Hoje, os Pais não recebem peúgas, as Mães não são mimadas com águas de colónia e os namorados não rejubilam com as mais variadas pirosices.

As mentiras não dão lugar a um peditório ou, melhor ainda, a um feriado.

Já nem falo no Natal ou nos ovos da Páscoa. Mas afinal, que raio de dia é este?

Os meus contos infantis favoritos 2

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"Le gentil petit diable" é outra história fantástica do Pierre Gripari e relata a vida de um diabinho bonzinho que é criticado por toda a sua família porque não consegue ser mau.

[Não, a nacionalidade francesa dos contos não é para fazer género. A razão destas minhas escolhas resulta do simples facto de ter vivido uns anos na terra das baguettes.]