Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Go Bio (devido a Huma indignação)

Recentemente, uma recém mãe que conheço contou-me que as suas amigas criticam a sua escolha de fazer a sopinha do seu bébé com produtos biológicos dizendo que ele vai ficar um fraquinho e outras atrocidades similares.

ISTO NÃO É VERDADE. O que me indignou bastante é a ignorância do que são produtos biológicos e quais os seus efeitos, assim como a dedução que o que é diferente é mau.

E é esta indignação que me fez fazer este post e ficar que vontade de criar uma rubrica sobre o tema dos produtos biológicos e dar informação sobre as vantagens, tipos de produtos, preços, locais e formas de aquisição, etc.

Considero-me uma "biológica em fase de conversão" porque ainda não os consumo a mais de 50%. No entanto, sei que é uma questão de tempo ... e dinheiro.

Aliás, sei que a produção biológica/ecológica será um must no futuro pela simples razão da insustentabilidade das outras formas.

Have you ever really loved a woman

A minha aula de pilates (o quê? não sabem o que é isto, então andam completamente por fora) de hoje foi feita inteiramente ao som da banda sonora do filme Don Juan de Marco. Que eu desconhecia, sequer a existência, mas fiquei com grande vontade de ir buscar ao clube de video.

O tema principal da dita é o Have You Ever Really Loved A Woman? do Bryan Adams e os restantes contam com a maestria de Paco de Lucia.

Aqui fica a letra. Um verdadeiro conselho para eles e um sonhar acordado para elas.

Have You Ever Really Loved A Woman?

To really love a woman

To understand her - you gotta know her deep inside

Hear every thought - see every dream

N' give her wings when she wants to fly

Then when you find yourself lyin' helpless in her arms

Ya know ya really love a woman

When you love a woman you tell her that she's really wanted

When you love a woman you tell her that she's the one

Cuz she needs somebody to tell her that it's gonna last forever

So tell me have you ever really - really really ever loved a woman?

To really love a woman

Let her hold you - til ya know how she needs to be touched

You've gotta breathe her - really taste her

Til you can feel her in your blood

N' when you can see your unborn children in her eyes

Ya know ya really love a woman

Chorus

You got to give her some faith - hold her tight

A little tenderness - gotta treat her right

She will be there for you, takin' good care of you

Ya really gotta love your woman...

Written by:

B. Adams

M. Kamen

R.J. Lange

Um filme da minha vida


«The Doors» (1991)

Lembro-me perfeitamente de o ter ido ver. Fui com o meu primeiro namorado, mas a razão pela qual impus a ida ao cinema, para ver este filme específico, foi o entusiasmo manifestado por outra pessoa.

Passei o filme inteiro a analisar os factos e os sentimentos, a ponderar possibilidades e a tomar decisões. O futuro da minha relação de então estava traçado à saída da sala. Não apanhei quase nada da história. Trata-se, portanto, de um filme da minha vida.

Cobardia sentimental

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Batemos, às vezes mais que uma vez na vida, às portas uns dos outros sem que consigamos ou queiramos perceber em tempo útil porquê. E depois, quando uns ficam e os outros partem, é que nos damos ao direito de compreender, tristes mas seguros com a impossibilidade que a ausência cria.

Terra Sonâmbula

Nunca tinha lido um livro do Mia Couto. Foi preciso fazer uma viagem a um país lusófono para me começar a interessar por autores como Pepetela, José Águalusa, Chico Buarque e agora por este escritor moçambicano que tem uma habilidade invulgar para brincar com o vocabulário português. O que mais me cativou não foi a história rica em espíritos, fantasmas e maldições, foi sobretudo o sentido inesperado dado às palavras da nossa língua. Aqui ficam uns excertos de que gostei particularmente:

"Desde então, a situação só piorou pois, consoante o secretário do administrador, a população não se comporta civilmente na presença da fome. Muita gente insistia agora em voltar ao tal navio pois lá sobrava comida que daria para salvar filhos, mães e uma africandade de parentes."

"Saíram rumo à missão. Foi o padre quem veio à porta, seu corpo cobrindo a luz que vinha do interior. Quando Virgínia entregou Farida ao padre a menina entendeu que a sua presença já havia sido peviamente falada. Virgínia lhe deu as mãos, os dedos das duas se ameijoaram. Os corpos se despediam sem competência para o adeus."

"- Te falta é uma mulher, disse o velho. Estiveste a ler sobre essa mulher, a tal de Farida. Devia ser bonita, a gaja. As mulheres, em instante, ficaram tema. Mulheres é bom quando não há amor, disse. Porque o amor é esquivadiço. A gente lhe monta casa, ele nasce no quintal. Vale a pena uma puta, miúdo. Gastamos o bolso, não o peito. Numa puta não pomos nunca o coração".

Simply Red

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Este bichinho adorável é o último bébé nascido em casa da minha mãe. Tem um mês e está à procura de um(a) dono(a).

[Charlotte, o que achas deste?]

domingo, 30 de outubro de 2005

Mensagem da semana

You are all high entities walking on this planet, disguised as simple biological beings, and the disguise fools everyone - even you.

Kryon

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Hey, do you remember?

O vínculo

Não vai desaparecer, nem vou deixar de o conhecer.
Ele sabe como é que isso se faz e vai puxar por mim.

Intenções de voto

Estes 48,8% são deprimentes, irritantes. Eu diria até, humilhantes.

Muitas felicidades, muitos anos de vida

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Um grande beijinho para a nossa menina mais pequenina.

Mensagem do dia

Celebrate your life no matter where it takes you - no matter how difficult - and know that it is only a transition.

Kryon

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

MIGUEL

Hoje voltou a repetir-se uma situação que me dá que pensar. Ao longo dos seus curtos 3 anos de vida o meu segundo filho tem sido chamado de Miguel. O Lula não se chama Miguel, nem nada que se pareça, pelo que não existe qualquer hipótese de confusão gráfica ou fonética. No entanto, em pelo menos três datas e ocasiões distintas foi chamado Miguel por três pessoas também distintas mas convencidas ser esse o seu nome. Foram elas uma empregada da estalagem onde passámos férias de verão, quando ele tinha 8 meses; uma avó passeante de uma criança num parque próximo de casa que frequentamos, quando tinha um ano e pouco; e agora a nova empregada do avô (admito ser possível ter havido mais algum episódio que, de momento, não me recordo). Estas pessoas já tinham sabido qual era o seu nome mas, por qualquer razão - sim, porque tem de haver uma -, registaram outro: Miguel. Não Pedro, não António, ... mas sempre Miguel. Nem tenho memória de lhe terem chamado qualquer outro nome diferente de Miguel (à excepção da natural troca de identidades entre irmãos).

Gosto muito de você Luãozinho ...


Ontem levei o meu "Luãozinho" ao Jardim Zoológico. Fui munida de um maquinão e tirei esta fotografia. Para ouvir a música podem ir por aqui.

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Divisão de tarefas

- Tu podes dar cabo da minha vida...
- Não, disso encarregas-te tu.

E assim foi.

Dedicatória

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Ela deseja ardentemente que te tornes na pessoa que sempre quiseste ser. Admira a tua coragem, a tua ousadia e aposta tudo no teu sucesso.

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Um presente

D'ablogadela:

É o nome de um barco. Foi tirada na Horta (Faial), que tem uma marina muito bonita, onde todos os barcos que passam por lá fazem uma pintura no chão, ou na parede.

Obrigada, Ana.

Palavras difíceis

Disse-lhe que o amava e que acreditava que sempre o iria amar. Mas nós não usamos essa palavra.

Vida de mãe - episódio 24

Ontem, a meio do jantar, o meu filho perguntou à minha avó Lena como é que se chamavam os pais dela.

Ela respondeu: "Idalina e Manuel". Ele, pensativo, continuou: "Os teus pais já morreram?"

A minha avó olhou para mim muito aflita sem saber o que responder e lá decide dizer a verdade.

"Sim, os meus pais já morreram".

Ele reflectiu uns segundos e voltou a atacar: "Oh mãe, como é que se morre?"

Desta vez fui eu que olhei para a minha avó e não conseguindo encontrar melhor resposta, proferi esta frase estúpida: "Olha, é como se dormíssemos muito."

"Então" - perguntou ele imediatamente - "quando eu durmo muito, morro?"

"Não, não. Quando se morre, adormece-se e nunca mais se acorda" digo eu, já à beira do desespero. E depois remato: "Mas está descansado, que isso só acontece às pessoas muito velhinhas."

Ele, após uma pausa interminável, questiona: "Então a avó Lena vai morrer?"

A minha avó ficou azul e eu branca. Sem saber o que dizer mais, respondi atabalhoadamene: "Claro que não. Só as pessoas mais velhinhas que a avó Lena é que morrem" e a minha avó acrescenta: "Eu ainda vou viver muitos anos".

O diálogo acabou com esta última afirmação. Não sei se ele não fez mais perguntas por estar satisfeito com as respostas ou se pelo contrário, decidiu calar-se ao aperceber-se do desconforto das suas duas interlocutoras.

Seja como fôr, vou ter definitivamente de me preparar para as futuras conversas com ele sobre o assunto e pensar como é que se explica o fenómeno da morte a uma criança de três anos porque esta minha primeira prestação foi de facto medíocre.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Breakthroughs that prevent breakdowns

Virgo Horoscope for week of October 20, 2005

It's high time for you to lose control - in the most constructive way possible, please. You can no longer afford to be as tightly wound as you've been lately. To get yourself in the mood for breakthroughs that will prevent breakdowns, consider carrying out some of the following acts:

a) Fingerpaint on your TV screen;
b) Dance on your bed, imitating a black bear that has drunk a bottle of vodka;
c) Ask an intimate friend to use lipstick to write "I am inscrutable" on your belly;
d) Have dinner with a person who makes you uncomfortable in an interesting way;
e) Buy a bull penis walking stick at Bumsteer.com and use it on a stroll to the corner store;
f) Write candid confessional letters to people from whom you've been hiding an important truth, but don't mail the letters.

[uma mão-cheia de bons conselhos, daqui]

A Festa

O naperon encheu-se de coragem e convidou (pelo menos) quatro desconhecidas para a sua festa de aniversário. Três das convidadas encheram-se de coragem e compareceram (a Meg não pôde ir por um inverosímil motivo de força maior).

A festa foi um sucesso. A casa estava profusamente salpicada de naperons em croché e de cartazes com as perguntas de um jogo-questionário sobre o blog aniversariante. Não ganhámos, é certo, mas a impugnação vai ser canja: representante do Governo Civil nem vê-lo e a vencedora “por acaso” até mora lá em casa.

À habitual boa disposição da Sandera e da Ana Vicente, juntou-se o carinho da co-anfitriã Inês e a simpatia dos restantes convidados (umas 40 pessoas, não?). Fomos muitíssimo bem recebidas.

Às amigas do naperon dou os parabéns pela iniciativa. Valeu bem a pena. Obrigada.

sábado, 22 de outubro de 2005

I’m the Queen of the World

Desde o princípio que um dos melhores efeitos do blog foi o "choque tecnológico". Os básicos de criar um blog não me intimidaram, toda a gente dizia que era muito fácil. A primeira dificuldade surgiu quando quis publicar uma tira do Calvin. Andei pelos blogs a ver as properties das imagens, descobri que existia um coisa chamada photobucket e tratei de fazer o álbum. Depois, por causa da largura da tira, o corpo do blog passava para o fundo da página e foram mais umas horas a martelar o template através do método científico de tentativa e erro, até à vitória final.

Seguiram-se uma série de meses a aprender os detalhes sobre a formatação e as especificidades da linguagem html. Cada nova habilidade trazia consigo um enorme contentamento. Para a instalação dos canais de música, recorri à Charlotte ao fim de poucos dias de experiências. Tinha conseguido encontrar o código que fazia aparecer a barra com o play e o stop, mas não sabia como é que se punha uma música lá dentro e desconhecia a existência dos motores de busca de música do Lycos e da Altavista.

Saltando outros pequenos avanços, chegamos à semana passada, quando fiquei muito contente com um grande progresso: o upload de um filme gravado por mim. Mais uma vez, fui a um blog que sabia que tinha feito o mesmo, vi as properties do ficheiro e descobri este site. Em bom rigor, não posso dizer que tenha aprendido a fazê-lo mas apenas que consegui fazê-lo. Por fim, ontem concretizei um sonho antigo: o upload de músicas que não encontro na net. Também neste caso não sei dizer se vou conseguir repetir a proeza mas, por enquanto, estou só a aproveitar a imensa satisfação que isto me dá. Sou um génio, pus o «Sparring Partner» a tocar no blog.

IKEA

É I-KÊ-Á, pronto. Nem IKÊA, nem IKEIA, nem ... A dúvida ficou finalmente sanada com o anúncio televisivo, mas será que é mesmo assim que dizem os suecos ou que se trata de uma "tradução oficial portuguesa"?

Come on Eillen

Adorei o anúncio do Crédito Habitação Triplex da CGD. Para além do mais é sempre bom saber que ainda estou dentro do prazo ... ainda que por pouco tempo. Para ouvir a música basta clicar aqui.

All you ever gotta do is be a good man one time to one woman and that will be the end of the road

[de «Cry Baby», Janis Joplin]

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Green Wing

A melhor série cómica do momento. Na SIC Comédia às Terças-Feiras (16.00 horas), Quartas (22.30 horas), Quintas (15.00 horas), Sextas (17.00 horas) e Sábados (22.00 horas).

sega-da.blogspot.com?

Parabéns a vocês!

Estas duas meninas completam hoje o seu primeiro ano de naperonices na blogosfera. Um grande beijinho do Serendipity.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

Amigas

Podemos fazer as malas. Isto já chega para aquela viagem das quatro a Nova Iorque.

My blog is worth $18,629.82.
How much is your blog worth?

[do blog-que-não-tem-preço]

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

n-intendo.blogspot.com?

Balancé

Mi - mi - mi

Lá - lá - lá

Mi - mi - mi

Lá - lá - lá

Si-si-si-si-si-si

Lá - lá - lá

Lá - lá - lá

Mi - mi - mi

Lá - lá - lá

Mi - mi - mi

Lá - lá - lá

Si-si-si-si-si-si

Lááááááááááá

E assim, na sua terceira aula de violino, o meu virtuoso Piricus aprendeu a tocar sua primeira canção.

Para breve

Um blog não oficial de não apoio à candidatura de Mário Soares à Presidência da República. Mas antes depara-se a espinhosa tarefa de arranjar um nome que faça sombra a todo o genial conceito de "Super Mário".

Anda por aí uma epidemia muito estranha que consiste em usar a palavra «pandemia» como se fosse normal

Mais um teste (gentilmente cedido pela Sam)

fox.
You are the fox.

Saint Exupery's 'The Little Prince' Quiz.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Cafeína ou teína?

Depois de mais uma breve investigação sobre o tema que nos fascina:

O chá tem cafeína - Aqui e ali, por exemplo, faz-se referência aos vários alimentos que contêm cafeína, entre os quais o chá e o cacau (espero que tenhas cortado no chocolate com o mesmo vigor com que pões de lado o meu divinal chá branco).

O chá tem teínaAqui responde-se à pergunta “O chá tem cafeína?” dizendo “Falso: a designação correcta é teína, o mesmo alcaloide que a cafeína (presente no grão do café).”. Também o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora dá o ar da sua graça na definição de teína s. f. QUÍMICA a mesma substância que a cafeína, mas existente no chá ou extraída do chá (Do fr. Théine, «id.»).

Teoria híbrida – No consultório científico do Ministério da Ciência e Tecnologia (quilos de credibilidade, só nesta designação) esclarece-se que o chá é rico em cafeína acrescentando-se, entre parêntesis, “também chamada teína”.

Conclusão: Não volto a pegar neste assunto.

Dorme bem

Por volta da uma da manhã entrei no carro, liguei o rádio e, sem sono, fui dar um passeio pelas artérias de Lisboa.

Àquela hora, escondidas pela noite da cidade, as lágrimas não se importaram com o rimel e, pouco a pouco, foram caindo com a calma de quem já esperou.

Ao bater das duas, em paz com a solidão, entrei no silêncio da minha casa, desmanchei a cama e adormeci.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Febre do ninho

Sábado à tarde, ao telefone com o meu avô:
- Não estava nada à espera de te apanhar em casa. [pausa] Estás doente?

Não resisto 2

Pois, pois.

Não resisto 1

Pois.

Se não fosse grátis...

Parece que estavam 8.000 pessoas no Freeport para ver a Natalie Imbruglia (no início do concerto, claro).

Primeira e única conclusão a retirar do evento: a mulher é linda de morrer.

Depois de nos termos fartado de olhar para ela e não termos encontrado nenhum defeito físico - a rapariga é, de facto, linda de morrer - e tendo em conta que ela nunca mais se decidia a cantar o Thorn, fomos embora.

sábado, 15 de outubro de 2005

Início de escola 2005

Gostaria de acrescentar que o início do presente ano escolar decorreu sem quaisquer problemas.

Quando o dia 15 de Setembro se foi aproximando o Piricus começou a dizer que não queria ir à escola aproveitando-se do facto de esse dia coincidir com o dia de anos do irmão. Assim que me apercebi disso tive uma conversa com ele que se resumiu, por um lado, a termos constatado que era um novo ano e, por isso, haveria algumas diferenças, entre elas o facto de que metade dos meninos da sua sala seriam novos e que ele passaria a fazer parte dos "crescidos". E, por outro lado, a combinarmos que quem o levaria à escola no primeiro dia seria eu (normalmente é o pai) e que eu ficaria lá até que ele me dissesse que podia sair. Combinámos, ainda, que sendo o dia de anos do irmão ele viria para casa ao início da tarde.

Assim, quando chegámos à escola fomos para a sala cumprimentámos a educadora, atarefada como seria a esperar. Tomámos conhecimento da existência e nome dos novos meninos e o Piricus foi buscar um jogo para fazer comigo. Passado um pouco começaram a chegar os outros crescidos que também vieram jogar e ao fim de meia hora já tinha sido tranquilamente dispensada.

Moral da história: investir dá frutos.

Início de escola 2004

No decurso do passado ano lectivo, que foi o primeiro ano de escola do meu filho mais velho, na altura com 3/4 anos, escrevi uma carta à sua educadora que gostava de aqui partilhar. A minha ideia era tê-la divulgado por altura do início do presente ano escolar, não tendo sido possível faço-o agora. Espero que sirva de inspiração a quem está no lado de lá das instituições escolares e de coragem a que se encontra no lado de cá. (os nomes foram alterados)

Querida Alice,

Tenho esta carta na cabeça desde os primeiros dias de escola do Piricus no Bolinho. Tem como objectivo fundamental agradecer, a si por ser quem é e, ao destino por ter posto no meu caminho de mãe e no do Piricus de criança alguém que veio corresponder às expectativas da primeira e às necessidades do segundo.

Quando perto do fim da minha licença de maternidade decidi não regressar ao estilo de vida profissional que vivi até ao nascimento do Piricus foi com o objectivo de ser uma mãe presente. Presente para lhe dar de comer, mudar a fralda, dar banho, vestir, adormecer, brincar, passear, ensinar, rir, ralhar, enfim para satisfazer todas as suas necessidades diárias.

Os meus planos iniciais eram voltar ao trabalho no final da referida licença e entregar o meu bebé aos cuidados de uma terceira pessoa à semelhança do que faz a maioria das mães que conheço. Pesados os prós e contras das soluções “em casa com empregada” ou “num infantário” e analisados os horários de trabalho e disponibilidade do pai e mãe a opção foi pela primeira via. Assim, procurei uma empregada que entrasse de manhã cedo, e só saísse depois do jantar.

Em teoria o plano estava traçado mas, quando na prática senti a existência do Piricus e a vivência do seu dia-a-dia, verifiquei que quando saísse de manhã ele, provavelmente, ainda estaria a dormir; caso conseguisse vir a casa almoçar seria numa hora em que ele, provavelmente, estaria a fazer a sesta; e que, quando chegasse a casa ele, provavelmente, já estaria a dormir. E ainda faltava contabilizar as eventuais noites e fins-de-semana de trabalho.

Cedo conclui que não seria eu a mãe da minha criança mas uma outra pessoa, aquela que eu pretendia contratar para tomar conta dele e da casa. O meu estatuto de mãe seria reduzido a ter um filho, não o iria “criar”.

À medida que o tempo foi passando fui constatando o quanto esta decisão também era muito importante para o Piricus. Desde muito pequenino, sempre precisou de ter por perto a mãe ou o pai para se sentir seguro. Só após bastante tempo de contacto e só com algumas, muito poucas, pessoas sentiu a confiança necessária para “dispensar” os pais. Deixá-lo em casa de tios, amigos ou com uma baby-sitter sempre foi algo impensável. O pânico em que ficaria seria enorme. E nenhum de nós pais aceitava isso.

Tendo este pano de fundo em mente, a entrada do Piricus para a escola sempre foi algo que nós vimos com apreensão. Não tanto por ele, pelas suas capacidades de adaptação a longo prazo, quanto pelo respeito destas limitações e consequente oferecimento das condições ideais para as ultrapassar.

Até porque já tínhamos tido duas experiências (uma na piscina e outra numa escolinha para passar uma manhã por semana) onde confirmámos que os métodos de inserção geralmente praticados eram contrários aqueles que considerávamos adequados e necessários. Deixar o Piricus numa piscina ou numa sala desconhecidas, com vários meninos desconhecidos e professoras desconhecidas (ou relativamente às quais o indispensável laço de confiança ainda não estava estabelecido), e virar costas, não era, — ao contrário do que as responsáveis pelos referidos espaços pretendiam, — possível.

Mas onde encontrar uma escola, professora e demais pessoal que tivessem em conta as necessidades das crianças em geral e de cada uma delas em particular, em suma as especificidades do Piricus? A resposta foi só uma, cega para o pai conhecedor, confirmada para a mãe ignorante: o Bolinho e a Alice no País das Maravilhas.

O resultado está à vista. O Piricus afirma contente: “Eu adoro a minha escola.”.

Porque o cordão umbilical não se corta no momento do nascimento antes se vai desfiando ao longo da infância e porque a confiança é o elemento mais fundamental de qualquer relação humana seja ela de cariz familiar, social, profissional, etc. é uma bênção para qualquer criança encontrar no seu caminho alguém que cultiva a segunda sempre tendo presente o primeiro.

Assim, mais do que corresponder às minhas expectativas, revelou-se a concretização de um desejo. O desejo de haver alguém no nosso caminho que como nós acredita e aceita que o nosso filho saia do nosso colo, pelo seu pé e no seu tempo, e que, fazendo-o, tenha outro colo ao seu dispor.

Pessoalmente, gostaria de acrescentar agradecendo, o enorme prazer que tive em voltar à escola durante aquelas primeiras semanas, apesar da inerente ansiedade quanto à chegada do momento em que passaria a ser uma mãe “normal”.

Prazer esse que resultou de viver o dia-a-dia da escola, a alegria das crianças, a simpatia do pessoal, mas especialmente da enorme inspiração que o tratamento pela Isabel de tantos me trouxe ao meu papel de mãe, especialmente numa fase de espera de um terceiro filho. O que é servir um almoço a três comparado com um almoço a quinze? Gerir um quarto com três ou com vinte e três?

Somos hoje uma família agradecida e, certamente, uma melhor família pelo facto de estarmos ligados a si. Obrigada por tudo, mesmo.

Lisboa, 30 de Maio de 2005.

Paragem cardíaca

Em assistolia, o coração pára por ausência de actividade eléctrica. No monitor assiste-se a uma linha plana. Todas as pequenas fibras estão descontraídas, o músculo fica mole.

Em fibrilhação, o coração pára por excesso de actividade descoordenada. No monitor assiste-se a uma linha que, a cada instante, percorre o ecrã de alto a baixo. Todas as fibras entram em intensa acção individual, o músculo fica como pedra.

As massagens ao coração e as doses de adrenalina não me servem, são até contra-indicadas. Preciso de um desfibrilhador.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Embrulha

Mais uma ida ao Freeport, mais dois bilhetes para um concerto. Desta vez a estrela é Natalie Imbruglia e o espectáculo é já amanhã. Não conheço muita coisa mas o que conheço ouve-se bem. «That Day» é uma das que gosto. Se não chover...

Birds of a feather flock together

Há uns dias o meu filho Piricus de 5 anos fez a seguinte constatação: "Ó Pai, a mãe do Diogo (o melhor amigo dele da escola) é parecida com a nossa".

O engraçado é que as "parecenças" como nós adultos as entendemos não existem. Acho que ele se estava mesmo a referir ao "tipo de género", o que leva a interpretações muito interessantes sobre a escolha das amizades, e sobre esta em particular.

O lado bom do medo

Muitos actos temerários são mero produto de um medo desmedido.

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

I know some women like men whose best years are behind them. But I’m not Catherine Zeta-Jones.

[ouvido numa sitcom desconhecida no meio de um zapping desenfreado]

E a Espanha ainda anda a apanhar bonés

Este menino ontem marcou um golaço.

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Um lanche é uma coisa ridícula

Devo ser eu que dou demasiada importância às coisas.

Lá está

Esquecem-se. As pessoas esquecem-se.

You Are Fall Flowers
Beautiful yet often forgotten.
[daqui]

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Perdas em linha

O tempo é a minha linha onde todos os dias perco qualquer coisa.

- Coisas que me parecem importantes no momento e que, por não serem partilhadas, é como se nunca tivessem existido. Coisas que pensei em dizer a pessoas e, como não disse quando fazia sentido, perdem o interesse. Coisas que ficam fora de prazo em menos de 24 horas. -

E não me conformo.

Vida de mãe - episódio 23

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O meu filho é detentor deste dinossauro ameaçador. Gosta muito dele, leva-o para a escola com orgulho, é um dos animais favoritos de uma colecção que não pára de aumentar. Contudo, quando chega a hora de ir para a cama, o miúdo não autoriza o amigo tiranossaurus a dormir no seu quarto. Põe-no a descansar no meu, por causa das coisas.

Les Choristes

Este filme francês não é nenhum barrete. A história é enternecedora, a banda sonora deliciosa e a interpretação do Gérard Jugnot irrepreensível.

[Aqui ficam os agradecimentos ao Francisco pela sugestão.]

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Encalhados e encalhadas

… porque são autoritárias e sabem de tudo.


Revista Época de 15/08/05

[daqui]

domingo, 9 de outubro de 2005

Retrospectiva (em dia de aniversário)

A mãe dava aulas a turmas do horário pós-laboral. Saía logo a seguir ao jantar e voltava à meia-noite e tal. Nós deitávamo-nos por volta das dez da noite. Tu deitavas-te. Eu também ia para o quarto mas ficava enrolada debaixo da secretária, no escuro. Então, iniciavas empenhada o longo processo de argumentação: Mas tens medo do quê? Não vês que é igual estares aí debaixo ou na cama? E só quando ouvia meter a chave à porta é que eu saltava para dentro dos lençóis.

You are my sister, we were born
So innocent, so full of need
There were times we were friends but times I was so cruel
Each night I'd ask for you to watch me as I sleep

I was so afraid of the night
You seemed to move through the places that I feared
You lived inside my world so softly
Protected only by the kindness of your nature

You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true

We felt so differently then
So similar over the years
The way we laugh, the way we experience pain
So many memories
But there’s nothing left to gain from remembering
Faces and worlds that no one else will ever know

You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
I want this for you
They're gonna come true (gonna come true)

Parabéns!

[«You Are My Sister», Antony and the Johnsons (ft. Boy George). Tenho pena de não ter conseguido encontrar a música completa... mas agora até já tens o disco e tudo.]

Fazer o ninho

Diz-se que em Setembro* somos acometidos do instinto de “fazer o ninho”. Uma vontade inexplicável de arranjar a casa. Calculo que esteja relacionado com o pressentimento do tempo frio e chuvoso, com a necessidade de nos aninharmos em conforto durante os meses de inverno.

Como qualquer instinto, também este é facilmente posto de parte com duas ou três racionalizações enxutas. Para que raio preciso eu de mais almofadas? Tem resultado comigo.

No entanto, neste mês de Setembro devo ter baixado a guarda racional e acabei por ceder em toda a linha. Acontece que, não só comecei tarde, como fui atingida por projectos de alterações com considerável dimensão. Almofadas? Eu preciso de móveis, candeeiros, cortinados. Um ninho apalaçado que estará concluído lá para o final de Outubro.

*Existirá algum compêndio sobre os efeitos psicológicos do mês de Setembro?

sábado, 8 de outubro de 2005

As filhas da Lucília

As filhas da Lucília estiveram sempre presentes ao longo da nossa infância e adolescência, embora não me lembre de alguma vez as ter visto. As filhas da Lucília tinham as melhores notas, falavam várias línguas, tocavam diferentes instrumentos, distinguiam-se em diversas actividades desportivas, reconheciam quadros de grandes pintores, apreciavam ópera e música clássica. As filhas da Lucília eram activas, interessadas e interessantes, tinham presença e postura, sabiam estar.

Nunca imaginei as filhas da Lucília como duas miúdas da nossa idade, que andavam na escola, almoçavam e viam televisão. Na verdade, ouvia “as-filhas-da-Lucília” como se de uma só palavra se tratasse, e essa palavra servia para melhor descrever a minha incompetência generalizada.

Há uns dez anos que não ouvimos falar delas. Será que, sem darmos por isso, acabámos por ganhar o prémio filhas-da-Lucília? Que medo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Este Domingo vai ser divertido

Se os resultados das eleições autárquicas forem aquilo que as sondagens ameaçam.

Ou talvez alguma coisa que não disse.

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Luca

Já almocei várias vezes neste restaurante com a Sam e comemos sempre bem. A ementa é convidativa, o serviço eficiente, o ambiente agradável. E hoje, a refeição chegou a superar as minhas expectativas: filete de robalo na chapa com creme de cenoura e mash de batatas amanteigado seguido de um coulant de chocolate com gelado de caramelo. Uma delícia.

Rua de Santa Marta, 35 - Lisboa - tel: 213150212

Esquema mental

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Não pensar no antes e no depois.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Da clandestinidade

Em que me encontro devido a um diferendo com o blogger, aproveito o meu primeiro sopro para dar os parabéns ao dan por um ano de blogosfera. O meu europeu é melhor que o teu. [E tenho umas botas iguaizinhas compradas em Bolonha.]

Your Inner European is Italian!
Passionate and colorful. You show the world what culture really is.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

A leste do paraíso

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Hoje, sinto-me assim.

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Thank you

"We may never, never meet again on that bumpy road to love. Still I'll always, always keep the memory of: the way you hold your knife, the way we danced until three. The way you've changed my life. No, no, they can't take that away from me. No, they can't take that away from me".

Frank Sinatra

Barrete cinematográfico

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Desculpem lá mas não vou conseguir ser politicamente correcta, apesar do peso específico do realizador e do meu gosto pelo cinema francês.

Achei este filme basicamene mau. Lento, lento, lento. A história fraca e a interpretação apenas suficiente.

Só não saí a meio porque foi uma oportunidade de ouvir falar uma língua que me diz muito.

Nunca digas nunca (cont.)

No meu primeiro dia de body balance, fui presenteada com a seguinte mensagem:"Recomeça...se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." Miguel Torga