Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

sexta-feira, 30 de julho de 2004

Plano de fim-de-semana ideal

Com intervalos para comer e para dormir.

Férias

Entrei de férias. Não estou especialmente feliz com o facto. O que é que ganhamos em descansar o corpo quando a cabeça não quer e o coração não deixa?

Um blog serve para...

T-Boz:
Communication is the key to life
Communication is the key to love
Communication is the key to us
Left Eye:
There's over a thousand ways
To communicate in our world today
And it's a shame
That we don't connect
Chilli:
So if you also feel the need
For us to come together
Will you communicate with me?
*Message sent*
[TLC, «communicate (interlude)»]

Vícios

O primeiro passo é admitir que se é viciado, deixar aquelas coisas de “ah, quando eu quiser e tal, é uma questão de vontade, etc.”. Depois há que reconhecer os efeitos nefastos daquele hábito no nosso bem-estar. Por fim, é preciso convencermo-nos que no mundo da abstenção reside uma vida muito melhor.
Comecemos, então, pelo princípio: “Gonna have to face it, you’re addicted to love”.

quinta-feira, 29 de julho de 2004

Me too

«Growing up in public»*? Com certeza, eu também.
Excepto a parte de “crescer”. E essa coisa do “em público”.
(*Pedro Lomba, «Flor de Obsessão»; também aproveitado por Lou Reed)

O ovo e a galinha

Big deal: acompanhada por um super-herói toda eu ficava mais Kiki.

Girls night out

Depois de um jantar divinal com tudo a que tínhamos direito, experimentámos a primeira visita conjunta ao nosso blog. Um admirável mundo novo.
by serendipity

quarta-feira, 28 de julho de 2004

Corte de cabelo

...you can see
If you look in her window
That she has gone and cut her hair again
 
In straight lines
Straight lines
 
[She's cut down
On her lovers
Though she still dreams
Of them at night]
 
She's growing straight lines
Where once were flowers
She is streamlined
She is taking the shade down
From the light
 
To see the straight lines
Straight lines...
 
(Suzanne Vega, «Straight Lines»)

Be afraid, be very afraid

Temos um blog: «anything you say or do can and will be used against you».

Para salvar o dia (o mês, o ano), meg:

You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser,
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger,
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together,
All I know, all I know,
Love will save the day.
 
(Des'ree, «You Gotta Be») 

Não te mereço

Aos quinze, esta frase faz-nos pensar.  Aos trinta, não temos dúvidas. É uma outra expressão para dizer: não te quero.  

ridícula

Sinto-me ridícula.

terça-feira, 27 de julho de 2004

Speech problem

Entre comics, posts herméticos e citações, ninguém dá pelo medo de falar em público. Oh well...

Coitadinha da minha menina!

A Baixa está entregue aos bichos e o Chiado aos homossexuais (calma, só estou a constatar factos objectivos).

Eternal sunshine of the spotless mind

XLIII
 
Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
 
A recordação é uma traição à Natureza.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
 
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
 
(Alberto Caeiro, «O Guardador de Rebanhos»)

Saber dizer adeus

Na hora de deixar quem já amámos, vale a pena assumir a despedida, encará-la de peito aberto. Olhar nos olhos do outro e dizer-lhe tudo o que a disciplina do dia-a-dia nos impediu de contar.  Abraça-lo com mais força. Não importa fazer contas, apurar responsabilidades, determinar culpas, interessa mais não deixar dúvidas no coração de quem nos continua a querer. Saber dizer adeus.    

Fabulous four

Não há dúvida que este projecto saltou definitivamente do círculo da nossa amizade para o mundo.

segunda-feira, 26 de julho de 2004

Até quando?

Parece que os sentimentos e as emoções sejam eles quais forem são bons e o que é preciso é saber tratar deles. Ponho-me a pensar e não sei como é que isso se faz. Guardo-os no meu coração para que ninguém os veja? levo-os na minha mão fechada para não os deixar fugir? dou-lhes festas? falo com eles? digo-lhes que são os maiores ou os piores?...Tudo isso seria estimá-los em demasia, podendo até ser uma forma de vaidade ou derrotismo. A única certeza que eu tenho é que os sentimentos e as emoções não podem ser racionalizados, mas continuo sem saber como lidar com eles.

Humuhumunukunuku-a-pua'a

Olá!

Cheguei finalmente após uma longa viagem desde as àguas do Pacífico. Aqui vai a minha ficha técnica para quem quizer saber mais.

Hawaiian name: humuhumu-nukunuku-ä-pua‘a

Scientific name: Rhinecanthus rectangulus

Distribution: Indo-Pacific & Hawai‘i

Size: to 10 inches (25 cm)

Diet: reef invertebrates and algae

The humuhumu-nukunuku-ä-pua‘a, or reef triggerfish (Rhinecanthus rectangulus), is one of the most widely recognized of Hawaiian fishes. Its angular body, distinctive color pattern, fin arrangement, and characteristic dorsal (top) spine make it easy to distinguish. It is a sturdily-built fish, reaching up to 10 inches in length, with small powerful jaws and sharp, cutting teeth. The reef trigger shares its long Hawaiian name with a close, but less common relative, the lagoon triggerfish (Rhinecanthus aculeatus).
The reef triggerfish is generally found in shallow outer reef habitats, often on surge-swept basalt reefs. It swims close to the bottom, searching for potential food items. It feeds on algae and reef invertebrates, including small crustaceans, worms, brittlestars, sea urchins, and snails. The reef trigger is not easy to approach closely and tends to keep a distance from observers, but its distinctive behavior and appearance make it easy to watch from a distance.
The reef triggerfish has a very characteristic way of swimming, it propels itself through the water using waving motions of the broadened dorsal (top) and anal (bottom) fins. This kind of swimming allows the humuhumu great maneuverability, and it can go forward or backward, or even hover over the reef. The broom-like tail provides thrust for a quick dash into the protection of the reef. When pursued by a predator, the triggerfish sometimes make grunting sounds -- some observers speculate that this may serve to warn nearby triggers of danger. The eyes of this wary fish are set high on its head and can move independently, so that it can scan the reef for food and predators.
When threatened, a triggerfish dives into a hole or crevice in the reef, then wedges itself into the shelter by erecting the large dorsal spine on its head. The spine is locked into place by a second, smaller spine behind it and can only be unlocked by the fish itself. Another spine on the fish's belly also extends to help wedge the fish securely into its shelter. Triggerfish also use this wedging behavior at night, when they rest within the reef in a preferred shelter hole that they may use over and over.
The name "humuhumu", the first part of the Hawaiian word used for all triggerfishes, may mean "to fit pieces together". This could refer to the way some species' color patterns resemble blocks of colors. The second part of the reef trigger's name is " nukunuku-ä-pua‘a " and means "snout like a pig". To early Hawaiians, their behaviors of rooting through the sand or rocks for food and making grunting noises when handled represented piglike habits.
The humuhumu is not highly valued as a food fish by today's tastes, although it is edible and was recognized as such by early Hawaiians. They would use cooked pumpkins or sweet potatoes to lure the fish into baskets lowered into the water. Triggerfish were also dried and used a cooking fuel by Hawaiians who didn't care for its taste, or when fuel was in short supply. More importantly, both species called humuhumu-nukunuku-ä-pua‘a (Rhinecanthus rectangulus and Rhinecanthus aculeatus) were used as substitutes for pigs in some religious ceremonies.
In l984/85, the reef triggerfish (Rhinecanthus rectangulus) was selected as the official State Fish of Hawai‘i after a popular vote and the approval of the State Legislature. The State Fish's official term of office lasted five years, and there was no re-election campaign. The reef triggerfish remains the "unofficial" State Fish of Hawai‘i.
By Waikiki Aquarium

A in-omnipotência

«A canoa virou
pois deixai-a virar
foi por causa da Olívia
que não soube remar.
Ai se eu fosse peixinho
e soubesse nadar
eu tirava a Olívia
lá do fundo do mar...»
                           canção de ninar, folclore brasileiro
Admiro verdadeiramente esta calma perante a impossibilidade de resolução de certas situações. Espero um dia encontrá-la.

sábado, 24 de julho de 2004

Neste fim-de-semana, com este calor:

sexta-feira, 23 de julho de 2004

Onda do mar do amor que bateu em mim

Ouvir Caetano Veloso é um dos meus melhores antídotos para crises. Ultimamente, tenho-o ouvido repetidamente.   

Ainda não percebi

Ser uma mulher difícil é bom ou mau?

Left-Liberal

Fiz o "mais pequeno teste político do mundo" no mais pequeno intervalo de tempo possível. Assinalei "M" na maioria das respostas e creio que seja "M" de "maybe". Julgava que o resultado seria "não tem convicções políticas". Afinal deu isto: «Left-Liberals generally embrace freedom of choice in personal matters, but support central decision-making in economics. They want the government to help the disadvantaged in the name of fairness. Liberals tend to tolerate social diversity, but work for what they might describe as "economic equality".»

Azar ao jogo, sorte ao amor

Madalena. Hebraico: a dos cabelos penteados, cidade das torres, natural de Magdala, cidade junto ao mar da Galileia. Pessoa discreta e observadora que prefere ouvir a falar. Significa magnífica. Podia lá ser outra coisa.

quinta-feira, 22 de julho de 2004

O que pretendo deste blog

  Uma auto-biografia revisionista.

Sorte ao jogo, azar ao amor

É a vingança de quem acabou de perder e não sabe que apostei o amor dele por mim.

Águias e elevadores

Ontem, acrescentei à minha lista pessoal de acontecimentos surreais, o seguinte: partilhei um elevador com uma águia. A sério. E não era a versão em peluche, nem o exemplar embalsamado mas um bicho a valer, vivo, a respirar e tudo. Gigante, cheio de penas (claro!), com um bico enorme e umas garras de meter medo.   

Será Guilherme ou Madalena?

Esta é a minha aposta. Hoje ao fim do dia teremos a resposta.

considerações sobre a partida de um amigo

Sabemos que o amigo vai partir para dar mais um passo de gigante. Ficamos felizes e orgulhosos porque tomou a opção certa: aceitou o desafio. Vai crescer, ter muitas coisas para contar, aprender, conhecer outras pessoas, outros sorrisos.  Que bom. Desejamos-lhe sorte e dizemos-lhe que ficamos cá à espera. E depois, a sós, treinamos o coração para não chorar na  despedida.  

quarta-feira, 21 de julho de 2004

confiar

Antes de escrever este post, fui consultar o dicionário para ver se a definição me inspirava. A definição fez mais do que isso. Por isso, decidi transcrevê-la: "Entregar alguma coisa a alguém sem receio de a perder ou de sofrer dano. Revelar: confiar o seu segredo. V. int. Ter confiança; ter fé; ter esperança; acreditar. V. r. Entregar-se cheio de confiança".  

Está tudo explicado

Há um mês e meio larguei a turquesa, depois de andar duas semanas a transbordar de comunicação e capacidade criativa do pensamento. Decidi relaxar, tratar a angústia emocional, abrir o coração ao amor e fortalecer o carácter (quartzo rosa). Entretanto optei por privilegiar o equilíbrio e a introspecção, provavelmente porque, ao mesmo tempo, atrairia a sorte em assuntos relacionados com as paixões (ágata). Sucede que anteontem voltei à turquesa. Anteontem foi apenas a véspera de ontem, dia que ficará para sempre assinalado nos anais da nossa história. Assim, meg, haverá que agradecer o advento a quem deve estar aí mesmo a chegar.

Häagen-Dazs

Falhei ontem um encontro com as minhas melhores amigas num dos nossos locais de referência: a Häagen-Dazs do Chiado.  Um azar destes não tem explicação.

terça-feira, 20 de julho de 2004

Experiência

O que tem de ser, tem muita força

O título diz tudo (Obrigada Sam por teres tornado este meu pequeno sonho uma realidade).

Intense

Senti agora quase o mesmo que se sente quando se vê um filme que se gosta muito ou se acaba um livro que se adorou: uma grande vontade de dizer a toda a gente "vai ver" ou "tens de ler". O facto da vida ser curta e, por vezes, aborrecida leva a que me angustie por haver quem possa não saber aproveitar alguns simples prazeres que ela tem. Acabei de comer um “Magnum Intense”. É um copinho de baunilha e chocolate com uma trufa no meio. Não era justo não partilhar o conhecimento desta maravilha convosco.

Começar e acabar a conversa com uma única frase

I´m dating a guy with the funniest tasting spunk.

Adaptação de Garfield

I'm sick of this self-improvement kick. I'm fat, I'm lazy and I'm cynical. I admire that in a woman.