Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

terça-feira, 7 de setembro de 2004

Vida de mãe - episódio 4

Mãe, mãe, MÃE! Acordo com o meu filho a chamar por mim. Não pode ser. São 06h30 da manhã. Fui ter com ele. Sua excelência estava sentado à minha espera, acordadíssimo. Quis que me deitásse ao lado dele. O.K. 07h30. Parece ter adormecido. Tento levantar-me da cama sem fazer barulho para ir tomar banho. Mãe? Mãe, eu também quero ir. E foi, claro. Arranjámo-nos, dei-lhe a papa e a seguir fomos os dois passear o cão. 09h00. Já tinha fechado o animal na cozinha. Mãe: quero uma bolacha. Desta vez, resolvi dizer que não. Que não podia ser. Que ele comia a bolacha na escola. Não ficou convencido. Começou a chorar. Entrámos no carro e lá se distraiu com a história do Sol e da Lua. Chegámos. Já lá estavam todos os amigos e até lhe deram a bolacha prometida mas o que ele queria mesmo é que eu não me fosse embora. Primeiro, agarrou-se às minhas pernas, depois exigiu colo. Expliquei-lhe que tinha de ir trabalhar, começou a chorar: hoje, queria ficar comigo. 09h30. Despedi-me carinhosamente mas deixei-o sem mim. 10h00. Bolas. Bolas. Bolas.

2 Comments:

Blogger inês said...

pensa que faz parte. pensa que estás a criar uma pessoinha independente, que apesar das ligações afectivas, tem de aprender a sobreviver sem ti. há dias escrevi uma coisa sobre isso... que o crescimento é irreversível. custa... mas depois é tão bom ver como eles se fizeram... é ou não é? hummm... nããã... não creio que te tenha convencido. nice try, though...?

4:26 da tarde  
Blogger Meg said...

Inês, és a primeira pessoa a comentar-me. Obrigado pela iniciativa e pelo conteúdo. Espero que esteja tudo bem contigo. Um abraço

4:50 da tarde  

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