Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Liberdade

Eu fiz uma escolha. Só peço que a respeitem. Porque é que isso é tão difícil?

8 Comments:

Blogger ana vicente said...

Porque queremos sempre que as outras pessoas sejam aquilo que nós queremos que elas sejam? Porque é difícil ver o outro por aquilo que ele é e não por aquilo que nós projectámos nele? Porque muitas vezes não conseguimos mostrar exactamente aquilo que somos, sendo aquilo que os outros querem que sejamos, e depois surpreendemos todos porque há um momento em que decidimos ser o que somos? Porque descobrimos tarde demais o que somos e o que são os outros? - eis algumas tentativas de resposta.

Houve aí uma fase, no final do ano passado e no princípio deste, em que parecia levar estalos de toda a gente e, durante algum tempo, devo ter dado também alguns estalos a alguém. Descobri que me fez muito bem. A mim e às relações viciadas que tinha. É doloroso mas é bom.

Desejo-te o melhor. E boa sorte!

12:07 da tarde  
Blogger Sam said...

É difícil quando são escolhas que também afectam as vidas de outras pessoas. Quem não fez essa escolha pode respeitá-la e, ainda assim, não conseguir evitar questioná-la em momentos críticos.

8:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Há um erro de base no post, que não foi comentado. É quando a Huma diz que fez "uma escolha", que essa escolha foi a "liberdade". Ora bem, minha querida huma, que não tenho o certo prazer de conhecer de lado nenhum: a Liberdade não se escolhe. Tu nasceste livre quer tu queiras quer não. Na filosofia moral é muito vulgar ler-se por exemplo a frase "condenado á liberdade". Por maior que seja o lugar comum, as coisas são exactamente assim. Tu nasceste livre, pá, e não há nada que possas fazer contra isso. Se não conseguiruias não ser livre, lamento. Ninguém nunca foi capaz de tal coisa. Portanto, é outro erro pensar que as pessoas podem respeitar as liberdades das outras pessoas. Não! As pessoas respeitam as pessoas. Que as pessoas estejam inapelavelmente investidas de liberdade é só um pormenor. Um pormenor importante, mas quer-me parecer que um pormenor para o cerne da questão. Por isso também é estupido dizer que no tempo da ditadura do Salazar não havia "liberdade". Mentira. Não havia liberdades politicas, não havia liberdade de expressão, mas Liberdade exixtiu sempre. Onde quer que nasça um ser humano nasce um bocadinho de Liberdade. Acho, pois o teu post, uma mistificação, uma pieguice. Ou estás á altura da tua liberdade ou não. Dói? Oh minha querida, estamos cá é para sofrer.

Beijinhos

1:27 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

relendo o post, era muito grande, demorava tempo, vi que não era isso que a Huma dizia. ela não dizia que tunha escolhido a liberdade. mas mantenho a parte da piguice. tinha que manter alguma coisa, não é assim.

1:38 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

ah, é verdade, fala o maradona

1:39 da tarde  
Blogger Huma said...

Sam,
A escolha em questão não afecta a vida das pessoas em causa. Questionar seria uma coisa, levar a cabo verdadeiros actos terroristas é outra.

3:53 da tarde  
Blogger Sam said...

Olha que afecta. Acho que não é por capricho que tentam interferir (acabando por inter-ferir).
Essa forma de actuação ("actos terroristas") tem a ver com o tipo de abordagem que acham que vai surtir efeito. É o uso de todas as armas na tentativa desesperada de ganhar a guerra.

[maradona: é óbvio que não era necessário identificares-te]

4:12 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

ai não?

7:15 da tarde  

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