Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Pedir ou não pedir, eis a questão

"Pedir"

"Não pedir para não obrigar. Não se mostrar para não parecer exigente. «Não se pede!». Quantos de entre nós ouviram esta palavra de ordem dos pais! O pressuposto que subentende o imperativo de se calar é que uma criança não tem direitos. Os pais é que sabem o que é melhor para ela. Portanto, não tem o direito de abrir a boca. Pedir é indelicado! Por consequência, esperamos que os outros adivinhem, as nossas necessidades."

"A fusão é de tal forma confundida com o amor que acreditamos que «se realmente ele me amasse, fá-lo-ia». Se eu pedir já não tem valor, eu queria que ele o fizesse espontaneamente.» Acontece que nem todos temos as mesmas necessidades, os mesmos desejos e a mesma cultura familiar."

"Ninguém tem vontade de satisfazer alguém que diz: «Não gostas de mim se não satisfazes as minhas necessidades.» Um verdadeiro pedido aceita confrontar-se com a recusa."

"(...)"

"A inteligência do coração baseia-se nas competências de dar, receber, pedir, recusar. Requer também que saibamos ouvir os outros, descodificar as suas mensagens e resolver os nossos conflitos de uma forma não-violenta."

E há mais sobre o assunto e outros do coração. Em tempo de feira do livro fica a sugestão.

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2 Comments:

Blogger Meg said...

Este livro é definitivamente indispensável.

12:17 da tarde  
Blogger ana vicente said...

Concordo com tudo o que está escrito neste post. Mas será possível viver essa informação, apenas por lê-la?
Eu não quero ser injusta no meu preconceito, mas sim partilhá-lo genuinamente. Aprender a pedir é um processo existencial que temos de assumir depois de perceber a importância dele. Se eu ainda não soubesse que pedir é importante, conseguiria realmente ler o que está aí escrito? Ou seja: mudaria alguma coisa ler esse livro?
Esse é o preconceito que assumo: não gosto de livros de inteligência emocional, de auto-ajuda, de frases e ensinamentos de vida, porque os acho abusadores, superficiais e aproveitadores, mesmo que dêem bons ensinamentos.
Tudo isto, mais uma vez, é preconceito... sobre o assunto, concordo, mas vê-lo no livro que tem um coração na capa... ai! Por favor, huma, peço tolerância.

3:38 da tarde  

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