Serendipity

The laws of chance, strange as it seems,
Take us exactly where we most likely need to be
[David Byrne]

terça-feira, 17 de maio de 2005

O sucesso da Oprah

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É provavelmente a figura socialmente mais poderosa dos Estados Unidos. O seu talk show, The Oprah Winfrey Show, está no ar, e é recordista de audiências, há 19 anos.

Acho que a razão do seu sucesso está no facto de reunir, - e não esconder, antes pelo contrário - duas características que são caras às sociedades ocidentais, ditas evoluídas, das quais os USA são o expoente máximo. São elas: ter sido vítima de abusos sexuais enquanto criança e enquanto mulher (segundo ela uma em cada quatro mulheres americanas é ou já foi) e ter um problema de controlo de excesso de peso (tal como todos, ou quase, os demais americanos).

Soube pela primeira quem era Oprah Winfrey em 1990, quando estive nos USA, mas sempre me recusei a ver o programa por achar mal o tratamento público dos temas mais íntimos da vida privada.

Agora, desde que passa na sicmulher, tenho visto quase todos os programas. Os temas continuam a ser quase sempre íntimos, só que o seu tratamento não tem como propósito a coscuvilhice (pelo menos no seu estado puro), mas a partilha de situações com vista à ajuda de terceiros em posições semelhantes. E, depois, há aqueles programas em que ela plays God e oferece coisas fantásticas a quem precisa, ou não, é o Angel Network. Mas também há o Oprah’s book club (o maior clube de livros do mundo), a O Magazine, a Oprah Boutique, a Oprah.com, a Harpo Inc., etc.. Enfim, um mundo.

Confesso que me fascina, não o facto de ela Oprah aparecer a seguir ao Bill Gates no ranking dos mais loaded, mas pelo poder social que tem - e que exerce - sobre a sociedade americana.

Ficou tudo dito quando uma senhora benemérita a quem foi perguntado se gostaria de concorrer a Presidente dos USA respondeu:”No. I would like to run for Oprah.”

Pois ‘tá claro para Presidente todos se podem candidatar enquanto que, para Oprah nem sequer abrem inscrições...

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Concordo plenamente consigo: também eu comecei por não gostar da Oprah pelo facto de expor intimidades no prime time. Depois, viciei-me no programa e percebi que ela é muito mais do que isso. Poderosíssima e fascinante.

3:03 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

tira essa musica do blog

4:20 da manhã  

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